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Autor: kim@semeiapropaganda.com.br

Você É Assertivo?

 

VOCÊ É ASSERTIVO?

 

E O QUE ISSO TEM A VER COM A SUA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL?

 

por Renato Fazzolari

 

Periodicamente surgem palavras que entram em moda, e fazem sucesso, e, no entanto, nem sempre as pessoas sabem exatamente o significado, falam porque ouviram falar e acharam bonito.

A língua portuguesa, apesar de ter uma ortografia e gramática muito difícil, tem como compensação uma riqueza incrível de palavras. E o que são as palavras? São o meio mais simples de expressar uma ideia, uma imagem, um conceito, um sentimento, coisas concretas e abstratas. Você já imaginou se para nos comunicar tivéssemos que mostrar o que queríamos comunicar, por exemplo: um lápis, se pegaria um lápis e o mostraria, não seria simples? Agora, faça o mesmo com uma montanha.

Dentro desse cenário, vamos aproveitar para comentar sobre uma palavra que está na moda, que expressa um conceito interessante, mas que nem todos sabem exatamente o significado. Estamos nos referindo a palavra “Assertividade”, que se escreve com “ss” e não com “c”.

Para aclarar a comunicação, fomos ao Google, e obtivemos o que segue: “Assertividade” deriva de “asserto” que significa uma proposição decisiva. Ou seja, uma pessoa que demonstra assertividade é autoconfiante, que não tem dificuldades em expressar a sua opinião. E tem mais, assertividade é uma competência emocional que determina que um indivíduo consegue tomar uma posição clara, que não fica “em cima do muro”. Uma pessoa assertiva afirma o seu eu e sua autoestima, demonstra segurança e sabe o que quer e qual alvo pretende alcançar.

O que se constata com muita frequência, são pessoas que reclamam a vida inteira que não são reconhecidas profissionalmente, que não têm sorte, que foram preteridas para uma promoção por outra menos competente, e uma série de outros “choramingos”.

Essas pessoas em parte, realmente tem razão, podem ser competentes, porém o que lhes falta é serem “assertivas”. Vale ressaltar uma constatação significativa, a de que as empresas, através de seus empresários e executivos, vivem buscando  pessoas que, além de competência, também e principalmente sejam profissionais de personalidade firme, proativas, que lhes passem confiança, que saibam expor suas ideias sem receios, enfim, o que eles mais procuram são profissionais “assertivos”.

E assertividade não serve só para a vida profissional, é uma postura muito apreciada no lar, na sociedade, nos relacionamentos em geral; mas cuidado, da mesma maneira que competência sem assertividade, não leva ao sucesso, o contrário também é verdade, assertividade sem competência poderá lhe trazer muitos problemas.

Se quiser ter sucesso na vida, procure ser assertivo, mas não se esqueça de se preparar para também ser competente.

Lembre-se “Sucesso só vem antes do trabalho no dicionário.” (Albert Einstein).

 

Até a próxima e muita paz!

Líder Eficiente

 

LÍDER EFICIENTE – LÍDER COM PODER X LÍDER COM AUTORIDADE

 

QUAL O MODELO MAIS EFICIENTE DE LIDERANÇA: O EXERCIDO COM PODER OU COM AUTORIDADE?

 

por Renato Fazzolari

 

Nesta DICA comentaremos sobre as características, diferenças e os resultados que se obtém entre a liderança através do poder e a liderança através da autoridade.

 

O PODER é a faculdade de FORÇAR ou COAGIR alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não fazer.

 

Exercer liderança por PODER é colocar em prática mecanismos odiosos, do tipo, “Faça ou eu te mando embora”; “Se você não fizer você vai ter que arcar com as consequências”; “Ou faz, ou apanha”. Enfim é uma imposição que ninguém gosta.

 

Esse tipo de liderança necessitará de condições propícias e indesejáveis, para se atingir os resultados esperados.

 

O Poder compra o comportamento das pessoas, nunca a alma, pelo contrário, provoca reações de insatisfação; e assim que puderem deixarão de se submeter a essa liderança.

 

Esse tipo de Líder desmotiva e cria um clima insuportável. Para que os resultados possam acontecer, é sempre necessária a sua presença física, pois quando se ausentam, as pessoas em geral fazem corpo mole, e o desejo dos comandados é que os resultados sejam ruins. Neste modelo, jamais haverá envolvimento ou comprometimento.

 

Como se pode perceber, para uma empresa esse é o pior tipo de liderança que pode existir.

 

Por outro lado, temos a Liderança por AUTORIDADE. (*É importante subentender que quando mencionamos “autoridade”, que esta seja entendida como autoridade adquirida através de competência, habilidade de relacionamento, maturidade, conhecimento técnico, dentre outras boas virtudes).

 

A AUTORIDADE é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que se pretende, por causa da influência pessoal.

 

Exercer liderança por Autoridade é colocar em prática a força do AMOR, é conseguir com que as pessoas façam o que for necessário ser feito com prazer, e quando fazem por prazer irão procurar fazer bem feito e com a maior pré-disposição possível. Executarão suas tarefas envolvidas, comprometidas, participativas e motivadas. As pessoas se sentirão respeitadas e em troca também saberão respeitar, e em ambiente de respeito o clima é positivo e agradável.

 

A fidelidade para quem lidera com Autoridade, independe de sua presença física; mesmo em sua ausência permanecerá sua influência moral e os comandados atuarão com responsabilidade e prazer.

 

Fica evidente que a Liderança com Autoridade é muito mais eficaz, e é a que as empresas e todas as pessoas desejam.

 

Qual a sua forma de liderança? E a de seu superior?

 

Até a próxima e muita paz!

Sorria, Você Está Sendo… Notado!

 

SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO… NOTADO!

 

NOSSO COMPORTAMENTO É O REFLEXO DO QUE

ESTÁ DENTRO DE NÓS.

 

por Renato Fazzolari

 

“RIR É O MELHOR REMÉDIO.” (Revista Seleções).

 

O genial Charles Chaplin, dizia que: “O dia que não se ri, é um dia perdido”. Hoje não gostaria de escrever sobre teorias, mas ser objetivo e dar exemplos práticos de fatos que você pode comprovar.

 

A partir deste momento (não precisa esperar o amanhã), sorria! Não só com a boca, mas com o coração. Deposite em seu semblante toda alegria que está contida em sua alma, e coloque em prática com todas as pessoas que cruzarem o seu caminho, seja ele (a) seu subordinado ou chefe; quem está ao seu lado, conhecido (a) ou não; seus familiares, vizinhos, amigos, e inimigos. Exercite o sorriso, a alegria, a humildade, o perdão, e perceba o resultado.

 

Diz São Francisco de Assis, em sua celebre oração: “É dando que se recebe”, então dê um sorriso com amor, e receba sorrisos com amor. Existem coisas na vida que não têm preço, e essas coisas são as mais ricas que podemos ter.

 

Lembre-se de que a vida é uma escola, e as empresas em que trabalhamos e passamos o maior tempo de nossa existência, são os locais onde temos a oportunidade de nos relacionarmos com uma diversidade enorme de pessoas com personalidades e padrões diferentes, que nos propiciarão exercitar a arte de sorrir.

 

“SÓ-RRIA”, faça isso o tempo todo, adquira este hábito. Lembre-se também, que o mundo te trata como você se trata, e como trata os outros. E perceberá que gradativamente, estará usufruindo daquele tão sonhado sentimento de alegria e felicidade.

 

Até a próxima e muita paz!

Um Passinho Atrás, Por Favor…

 

UM PASSINHO ATRÁS, POR FAVOR…

 

COMO MELHOR ENXERGAR PARA AGIR MELHOR

 

por Renato Fazzolari

  

Em um bonito estudo, (ver no YouTube “Potência de 10 – do Micro ao Macrocosmo”), onde foi feita uma montagem artística potencializando-se em 10 a distância a partir de um determinado ponto, ou seja, observando-se uma folha de árvore a 1 metro de distância, foi se distanciando da mesma em potências de 10, 10¹ (10 metros), 10² (10×10 = 100 metros), 10³ (10x10x10 = 1.000 metros) até chegar a 10²³ (10×10 …. por 23 vezes = 10 milhões de anos luz). O que se pôde observar foi uma constatação interessantíssima, a medida que foi se distanciando da folha, a visão passou a ser mais ampla, pôde-se observar muito mais coisas, ou seja, a 10², observa-se a floresta em que ela está ; a 10³ é como se estivesse visualizando uma distância que se poderia saltar de paraquedas, a 107 (10.000 km) passa-se a observar todo o globo terrestre; quando se chega a 10²² (1 milhão de anos luz) pode-se observar toda a Via Láctea; e podemos continuar essa viagem indefinidamente, pois a distância não tem fim.

 

Com esse exemplo acima, o que pretendemos passar por analogia? O que se percebe na maioria das pessoas, é que quando se encontram diante de uma dificuldade, normalmente agem como se estivessem com o nariz diante da parede, e ficam tão focadas no problema que não conseguem enxergar mais nada além do problema.

 

Às vezes agimos como o avestruz, que quando sente-se ameaçado, enfia a cabeça sob a areia, e não consegue enxergar nenhuma perspectiva de solução.

 

Tem um ditado que diz que “tudo na vida passa, que seja qual for o problema também passará”, de maneira que não há com o que se preocupar, pois todos os problemas que tivermos, de uma maneira ou de outra passarão. No entanto, também somos reféns de nossas escolhas; se escolhermos bem ou mal, teremos de conviver com as consequências do escolhido, e quando um problema qualquer se apresentar, para que possamos fazer uma melhor escolha e consequentemente desfrutarmos do resultado, é aconselhável que não ajamos como o avestruz, mas que possamos dar uns passinhos para trás, tantos quantos forem precisos, e observarmos o referido problema a uma distância necessária. Dessa maneira, poderemos analisar o problema sobre um contexto mais amplo, minimizar sua importância, e com certeza enxergaremos com mais facilidade a solução.

 

Os problemas que encontramos nas empresas servem como um ótimo treinamento. Faça o teste e constate o efeito. Os problemas na vida são treinamentos práticos para exercitarmos nossa inteligência.

 

 

Até a próxima e muita paz!

Para Reflexão

 

PARA REFLEXÃO

 

SERÁ QUE NO MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL EXISTE PRECONCEITO?

 

por Renato Fazzolari  

 

O que tem em comum as seguintes pessoas?

 

Oscar Niemeyer, Silvio Santos, Roberto Marinho, Dr. Euryclides Zerbini,  Chico Anísio, Luiz Felipe Scolari (Felipão), Winston Churchill, Gandhi, Chico Xavier, Divaldo Franco, Papa Francisco, Papa João Paulo II, Delfim Netto, Fernando Henrique Cardoso, Albert Einstein, Roberto Carlos, Henri Nestlé, Cora Coralina, Ray Kroc, Dona Ivone Lara, Rubens Ometto, Charles Chaplin, Bernardo Bertolucci, Donald Trump, Albert Sabin, Sigmund Freud,  Carl Gustav Jung, Thomas Edson, Nelson Mandela, Martinho da Vila, Ziraldo, Roberto Burle Marx, Abraham Lincoln, Antonio Ermírio de Moraes, e etc…

 

Em comum é que se essas pessoas, em suas respectivas épocas e especialidades, tivessem que concorrer no mercado de trabalho brasileiro, estariam excluídas automaticamente, mesmo antes de serem entrevistadas, pois tinham idade superior a 60 anos no auge de suas carreiras. No entanto, mesmo após os 60 anos, todos tiveram uma incrível vida produtiva de sucesso em suas respectivas áreas de trabalho.

 

Procurei na legislação se tem alguma lei que proíbe se contratar pessoas com mais de 50, 55, 60 anos de idade, e não encontrei nada a esse respeito, daí cheguei à conclusão que: Infelizmente, o “pré-conceito” parte da própria cultura e dos profissionais que estão na ativa, tanto os mais jovens, quanto os não tão jovens, o que acaba se constituindo em um verdadeiro “bullying” social, e incalculável desperdício de talentos, logo em um país que é tão carente de bons profissionais.

 

Esta “Dica” serve como um alerta a todos, pois não podemos nos omitir da grande injustiça que está sendo praticada nos dias atuais, e nem nos esquecermos de que o tempo é implacável, e que mais cedo ou mais tarde, todos, tirando os que morrerão no caminho, chegarão aos 50 e 60 anos, e se nada for feito até lá para mudar a presente situação, terão de enfrentar dificuldades até muito maiores do que os atuais profissionais com mais de 50 anos estão enfrentando no presente.

 

Pense, e se possível aja sobre isso!!!

 

 

Até a próxima e muita paz!

Avaliação de Desempenho X Acompanhamento de Desempenho

 

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO X ACOMPANHAMENTO DE DESEMPENHO

 

SERÁ QUE AVALIAR NÃO É POLICIAR, E ACOMPANHAR NÃO É ESTAR JUNTO?

 

por Renato Fazzolari

 

 Alguma vez você já teve seu desempenho avaliado? Ou já teve a oportunidade de avaliar alguém?


Qual a sensação que sentiu em ambas as situações?


Não foi alguma coisa do tipo de auditagem? Não houve uma certa apreensão e tensão, e não ocorreu-lhe de colocar em cheque a justiça com que o processo ocorreu?


E a memória de tempo (principalmente essas avaliações convencionais que são feitas de ano em ano), será que de fato, se levou em consideração o desempenho que ocorreu em todos os períodos que perfizeram esse ano inteiro, ou só os fatos mais recentes é que estiveram sendo levados em consideração?


Ah! E a simpatia ou antipatia, ou mesmo o protecionismo ou perseguicionismo, será que tiveram alguma influência? E se no dia da avaliação, o avaliador estiver com algum problema pessoal.


Afinal o ser humano é uma criatura muito inconstante, é de sua natureza ser inconstante, uns mais que outros, mas todos são inconstantes, e de repente pode-se ter um viés no resultado e na imagem de um profissional, prejudicando-o em uma simples canetada.


Não que eu seja contrário à Avaliação de Desempenho, pelo contrário, até acho que existem uns instrumentos muito bons, e sendo praticados com a melhor das boas intenções e competência. O que ponho em dúvida é o termo ‘Avaliação’ e a periodicidade com que normalmente é praticada.


Atualmente, tantos recursos bons têm surgido e ajudado as empresas a otimizar o relacionamento com seus funcionários, então acredito que está na hora das empresas perceberem que a nossa tão velha conhecida ‘Avaliação de Desempenho’ já devia dar lugar a um instrumento mais ajustado para a realidade atual, ou seja, um instrumento que não seja uma ‘Avaliação’, mas um Acompanhamento de Desempenho, um instrumento e filosofia que possa ser educativo, e não de auditagem; que possa ser dinâmico no dia a dia, e não com uma periodicidade tão grande; que faça com que acompanhador e acompanhado interajam de maneira a aumentarem sua performance e eficiência; que não cause apreensão e sim satisfação quando for realizado.


E mais, quando enfim acompanhador e acompanhado interagirem positivamente e com maturidade, o instrumento pode até deixar de existir, pois já cumpriu seu objetivo de incorporar na cultura da empresa o hábito das pessoas se respeitarem, se ajudarem e se relacionarem como verdadeiros profissionais.


Pensem nisso!

 

Até a próxima e muita paz!

De DP a RH

 

DE DP A RH

 

A EVOLUÇÃO DO SETOR E O QUE ESPERAR DO FUTURO?

 

por Renato Fazzolari

 

Antes e durante os anos de 1950, o cenário nacional era ainda muito provinciano, existiam poucas Indústrias de porte, as empresas em geral eram familiares e administravam de maneira primitiva e intuitiva. Para essas condições, o DP (Departamento do Pessoal) cuidava da Folha de Pagamento e das obrigações trabalhistas, e como era o departamento do PESSOAL, respondia também de maneira bem caseira às demais demandas que se referiam às pessoas, cuidavam de salários, aspectos de assistencialismo, disciplina etc.

 

A partir dos anos 1960, o país começou a se industrializar, principalmente pela vinda de muitas empresas internacionais, as quais trouxeram uma cultura mais profissionalizada, e menos familiar. O DP deles tinha um outro apelido, se chamava RI, ou seja, Relações Industriais, que foi o sucessor do DP e precursor do RH.

 

O RI já era bem mais estruturado, tinha os setores definidos de: Recrutamento e Seleção, Cargos Salários e Benefícios, Serviço Social, e como havia escassez de profissionais, introduziram o setor de Treinamento, e o nosso velho DP deixou seu protagonismo e passou a ser mais um integrante do jovem RI.

 

Para se ter uma ideia bem compacta de como as empresas procuravam atrair os profissionais, nos anúncios de emprego, realçavam que a empresa oferecia: restaurante, condução, assistência médica, seguro de vida, que era um grande diferencial positivo. Este é um ponto muito importante, que chamo a atenção, pois com a evolução do tempo, esses fatores continuam sendo um fator diferencial, só que negativo, para as empresas que nem isso oferecem.

 

Mas a denominação RI, dava a conotação de ser um departamento que só atendia a indústria, o que não correspondia com a realidade. E o restante da empresa? Também não era beneficiada por esses serviços? E também perceberam que a empresa não tinha como funcionar se não tivesse a força humana a trabalhar, daí que surgiu o título de RH (Recursos Humanos) que adotamos atualmente.

 

Mas, com essa resumida história, o que queremos demonstrar, é que não houve somente a mudança de nomenclatura de DP a RH, o que aconteceu foi uma significativa mudança de realidade, tudo evoluiu, os grandes desafios e conquistas da área aconteceram muito significativamente, o título RH (RECURSOS HUMANOS) teve de enfrentar fortes desafios em seu percurso, e vencê-los para se afirmar como um órgão vital para as organizações.

 

O que se percebe claramente é que neste curto espaço de tempo, dos anos 60 aos anos atuais, o progresso forçou fortes e contínuas mudanças na realidade do país, e exigiu muita inteligência, e coragem e profissionalização para o RH se adaptar a essas exigências, e o que fica mais claro ainda é que essas mudanças continuarão ainda mais agressivas e rápidas.

 

Dentro deste contexto, as perguntas que necessitam de respostas objetivas, são: Será que os profissionais da área, e os empresários se aperceberam que a única constância que a área de RH tem enfrentado em toda a sua caminhada foram as mudanças? Se já se despertaram que após a última grande mudança, que foi a pandemia, a próxima grande mudança que apenas está começando é a IA (Inteligência Artificial)? E tomaram ciência do crescimento e importância que o RH terá de assumir nesse novo cenário? E ainda, como, e o que os profissionais da área estão fazendo para enfrentar essa nova realidade? 

 

Até a próxima e muita paz!

Seleção x Custos

QUAL A CORRELAÇÃO ENTRE SELEÇÃO E CUSTOS NA USINA?

 

por Renato Fazzolari

 

Qual o custo da tonelada de cana em sua usina?

 

Simples, vá no setor de custos e peça a planilha que ela irá te mostrar. Mas será que ela vai te mostrar o custo real, ou será somente uma constatação histórica, do quanto você está pagando para produzir a tonelada de cana?

 

Pois bem, como tudo que se planta se colhe, a consequência de uma boa ou má plantação só aparecerá após diversas safras, e aí restará a planilha de custos lhe informar, novamente, o quanto estará custando sua cana. Deu para perceber que custo não é a causa, mas a consequência do que você fez lá atrás?

 

Mas, e a causa, onde está?

 

Está na qualidade de sua equipe de profissionais que planejou e executou o plantio, e essa equipe é resultado de uma SELEÇÃO de profissionais que foi feita lá atrás. Se forem bons profissionais, os custos futuros serão menores, caso contrário pague a conta e não reclame.

 

O exemplo acima deve ser projetado para todos os outros setores da Usina, ou de qualquer outra empresa, pois os resultados são sempre consequências de ações praticadas por profissionais. Seguem outros exemplos para melhor compreensão: – Se você comprar mal pensando estar comprando bem, pois comprou mais barato, o dano pode aparecer na frente, trazendo um prejuízo bem maior que o aparente lucro que teve na compra. – A boa ou má manutenção de seus equipamentos vai aumentar ou diminuirá a vida útil e a disponibilidade da frota. – Se se tem uma má ou boa administração, o reflexo e consequências aparecerão em todos os setores da organização. – Se não auditar corretamente o que está acontecendo em todos seus departamentos, o susto no futuro poderá ser fatal. – Um “simples” operador de carregadeira, poderá detonar milhões de reais ao encurtar a vida do equipamento, ou, se bem operado, trazer uma alta produtividade com baixo custo de manutenção.

 

Poderíamos preencher várias páginas com outros exemplos, mas creio que já deu para perceber o quanto é vital, e qual a real importância de se ter um bom quadro de profissionais, o qual sempre será o resultado de uma boa e criteriosa SELEÇÃO.

 

No meu tempo de ginásio, quando resolvíamos uma equação de matemática, tínhamos que concluir com as siglas “CQD”, que quer dizer, “Como Queríamos Demonstrar”. Então espero que o nosso CQD, entre SELEÇÃO e CUSTOS, possa lhe ser útil para o sucesso da Usina! 

 

E um questionamento final: Que importância a Usina está dando para fazer uma boa SELEÇÃO de seus profissionais?

 

Até a próxima e muita paz!

A Dinâmica das Faixas Salariais

 

 

A DINÂMICA DAS FAIXAS SALARIAIS 

 

COMO AS FAIXAS SALARIAIS EVOLUEM NO MERCADO

 

 por Renato Fazzolari 

 

Salário é um tema que interessa a todos, a quem paga e a quem recebe; o primeiro querendo saber como anda a sua política salarial, com a preocupação de reter profissionais e ser competitivo com o mercado. E o segundo, querendo saber como está seu salário em relação ao mercado, se está recebendo pouco, adequado ou muito.

 

No entanto, tanto o primeiro como o segundo, normalmente pouco sabem como esse mecanismo e dinamismo de identificação das faixas salariais funciona. Buscando esclarecer sobre esse tema, é que vamos fazer algumas ponderações. Porém, como o tema é complexo, e já tivemos a oportunidade de abordar sobre alguns aspectos, sugerimos para quem estiver interessado no assunto, consultar as dicas nº 7 – “Pesquisa Salarial” e a nº10  –  “Cargos Iguais, Salários Iguais”. Com esses Artigos prévios, ficará mais fácil compreender a explicação a seguir:

 

São muitas as variáveis que interferem na flutuação das faixas salariais, mas vamos nos prender às principais.

 

O mercado aquecido ou recessivo interfere diretamente no fator Oferta X Procura, e talvez seja a principal causa da flutuação das faixas salariais. Quando aquecido, as ofertas de emprego sobem, as empresas para não perderem seus talentos, ajustam os salários, bem como, para obterem bons profissionais são obrigadas a se adequarem à realidade, e passam a pagar maiores salários. Nessas condições há um aumento nas faixas dos salários no mercado. O oposto também é verdade, quando o mercado está recessivo, o custo dos salários passa a ter um peso grande nos orçamentos, e como consequência as empresas se obrigam a ajustar seus orçamentos, demitindo e reduzindo os salários. Como esse efeito é em cascata, as faixas de mercado passam a diminuir.

 

Outro fator que interfere na flutuação das faixas salariais, é a importância que o cargo teve, tem e terá na estrutura organizacional. Ex.: Você já ouviu falar de Copidesque, Datilógrafo, Kardexista? Foram cargos que tiveram sua importância no passado, mas que não existem mais, e gradativamente foram perdendo valor de mercado. Paralelamente, no caso das Empresas Sucroenergéticas e no Agronegócio em geral, com a expansão da colheita mecanizada e com o custo que uma frota passou a ter nessas empresas, os cargos voltados para cuidar dessas frotas, como os da manutenção, passaram a se valorizar mais e inflacionaram as faixas de mercado.

 

Sempre que o mercado tiver a necessidade da atuação mais forte de um segmento de profissionais, ex.: Quando o custo do dinheiro for preponderante, a categoria valorizada será a dos profissionais da área financeira. Quando a necessidade é de vender mais, os profissionais valorizados serão os da área Comercial e Marketing, e assim sucessivamente; lembrando que quando a situação se estabiliza, pode ocorrer o oposto, e as faixas de mercado caírem.

 

Outro fator é a realidade de cada empresa em relação ao mercado; localização, ambiente interno, condições que oferecem aos funcionários, imagem que possuem no mercado, condições econômica e financeira, perspectiva de futuro, entre outras condições. E no lado do assalariado é importante saber qual a condição em que se encontra, como está em relação aos demais profissionais de seu nível, o que tem feito para se atualizar e especializar no cargo que exerce, como o seu cargo está cotado no mercado, se está em evolução ou não, como avalia seu próprio Currículo, etc.

 

Todos esses fatores são básicos para despertar o entendimento de como funciona o dinamismo e a evolução das faixas salariais do mercado, e ajudar, no caso das empresas a ter uma boa política salarial, e no lado do assalariado a saber sua realidade em relação a seu ganho.

 

Até a próxima e muita paz!

Parar ou Descansar

PARAR OU DESCANSAR

 

SABE A DIFERENÇA ENTRE ESSAS DUAS OPÇÕES?

 

por Renato Fazzolari

 

Que tal aquela praia de mar azul, deitado ao sol, tomando um côco gelado, ou uma caipirinha, e não ter que pensar em nada, nem nos compromissos, nos prazos para entregar os trabalhos, e nem no chato do chefe.

 

Será que é essa vida que você pediu a Deus?

 

Será que se isso acontecesse definitivamente, você finalmente iria ser feliz?

 

Vai parecer incoerência o que eu vou dizer, mas a realização desse sonho tem sido a causa principal de tornar muita gente infeliz. Pode crer!

 

Um erro básico que as pessoas cometem, é confundir a necessidade de descansar com a decisão de parar de vez.

 

Quando se está estressado, é normal ficar saturado com tudo e com todos, pois as baterias estão descarregadas e é necessário recarregá-las. Nessas horas é que se pensa em parar de trabalhar; mas quando isso fica só no pensamento tudo bem, quando se concretiza, aí “a coisa pega”. E por quê?

 

Porque na medida em que a pessoa parar, e em pouco tempo estiver descansada o suficiente e com a bateria completamente recarregada, o processo vira do avesso, ela estará tinindo para fazer algo. Mas e se não tiver o que fazer?

Aí cairá na real, e a real é que começa a não aguentar a ociosidade; um sentimento de inutilidade passa a lhe incomodar. Vai sentir o oposto do estresse por excesso, que é o estresse por escassez. E o paraíso começa a se transformar em inferno.

 

Igual à panela de pressão, que quando ferve, se não tiver válvula de escape explode; assim somos nós, ficamos a vida toda armazenando experiências, e quando estivermos em nosso auge profissional, se não tivermos como ou onde liberar esse potencial, também poderemos explodir.

 

Esse é o motivo porque se ouve muito amiúde sobre pessoas que logo após se aposentarem, ficaram doentes e muitos até morreram.

 

O que estou dizendo não é para condená-lo a ficar o resto da vida escravo do trabalho. Não, não é isso!

 

Somente estou lhe alertando para que reflita, se a sua vontade de parar não é simplesmente uma necessidade de descansar.

 

Antes de decidir parar, procure descansar, tire umas boas férias; aí então você terá condições de decidir melhor, e constatar se o que necessita é um merecido descanso ou se realmente é parar.

 

No entanto, se após testar todas as possibilidades, e chegar à conclusão que o que quer realmente é parar, então procure se preparar conscientemente para isso, estude todas as consequências e possibilidades, e se realmente se sentir preparado, então vá em frente.

 

Até a próxima e muita paz! 

AGRHO
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