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Autor: kim@semeiapropaganda.com.br

Ser Autêntico

 

SER AUTÊNTICO

 

O PECADO DE SE TER VERGONHA DE SEU PRÓPRIO EU

 

por Renato Fazzolari

 

Vocês já perceberam como existem empresas especializadas em moldar os profissionais para concorrer no mercado de trabalho?

 

Ensinam como fazer um curriculum, como se vestir, como se pentear, como se apresentar, que tipo e cor de roupa deve ser usada, como falar politicamente correto, como sorrir, como não gesticular, como isto, como aquilo, etc. e tal.

 

Pois é… Eu me lembro quando as empresas para se diferenciar positivamente das demais, e atrair candidatos, se gabavam de ter certos benefícios, como restaurante, assistência médica, seguro de vida, clube, etc.

 

Com o decorrer do tempo, esses benefícios passaram a ser comuns, porém continuou sendo diferencial, só que agora são diferenciais negativos para as empresas que não os possuem.

 

Do mesmo modo pode-se dizer a respeito dos profissionais. Ter uma postura politicamente correta é o mínimo que se pode esperar de um profissional que está buscando uma nova oportunidade no mercado, ou que pretende se manter e crescer na empresa. Porém, cuidado com os mesmismos, com a produção em série, para que de repente, o tiro não saia pela culatra.

 

Pois o que o fará ter um diferencial positivo em relação aos demais, não será ser igual a eles, e sim, será a sua postura de autenticidade, de você mostrar quem realmente você é. E essa maneira de ser ninguém poderá lhe ensinar. Essa é sua marca registrada. Ser autêntico é recurso exclusivo seu.

 

Tome cuidado, porque quando você estiver muito preocupado em imitar os iguais, pode ser que esteja sufocando o seu real diferencial, e sem esse referencial você será simplesmente mais um. E as empresas não gostam de contratar ou promover os que são apenas mais um.

 

Se prepare, confie em si mesmo, e sucesso.

 

Até a próxima e muita paz!

O Exemplo Como Modelo Para Gestão

 

O EXEMPLO COMO MODELO PARA GESTÃO

 

FAÇA O QUE EU DIGO E NÃO O QUE EU FAÇO – NÃO FUNCIONA!

 

por Renato Fazzolari

 

‘Então ele disse aos seus discípulos, vão e preguem o evangelho, nem que para isso seja preciso usar da palavra.’ (São Francisco de Assis)

 

Este talvez seja o melhor conselho que alguém possa dar a qualquer Gestor. Quando São Francisco de Assis deu essa orientação a seus discípulos, ficou bem claro que ele quis dizer para eles usarem o próprio exemplo de comportamento para ensinarem as pessoas a se transformarem e mudarem suas condutas para melhor, e que usassem a comunicação verbal somente como um recurso de apoio ao exemplo de sua conduta.

 

Pois bem, o que o dia a dia tem demonstrado, é que o “faça o que eu digo e não o que eu faço” ou “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, pode funcionar a curtíssimo prazo, porém, a médio e longo prazo, o efeito é totalmente desastroso. O máximo que um Gestor desse tipo consegue é o “me engana que eu gosto” e uma equipe de profissionais que aprenderão a se portar de maneira, cínica, hipócrita e mentirosa, que pela frente fazem o que o superior deseja, mas quando ausente, agem de maneira contrária, e o resultado do trabalho da equipe obrigatoriamente será aquém do potencial da mesma.

 

O bom Gestor é aquele cuja presença está presente, mesmo quando ausente, obtém respeito natural, por sua moral, competência e exemplo, e quando necessitar usar da palavra para se comunicar, essa conseguirá ter a força e o efeito desejados.

 

Até a próxima e muita paz!

Você Sabe o que é Pensar?

 

 

  

VOCÊ SABE O QUE É PENSAR?

VOCÊ SABE COMO TIRAR BOM PROVEITO DE SEUS PENSAMENTOS?

por Renato Fazzolari

 

‘A LEI DA MENTE É IMPLACÁVEL. O QUE VOCÊ PENSA, VOCÊ CRIA; O QUE VOCÊ SENTE, VOCÊ ATRAI; O QUE VOCÊ ACREDITA, TORNA-SE REALIDADE.’ (Buda).

 

Das coisas vitais em nossa vida, tais como comer, beber, respirar, dormir, nós temos certo controle e podemos até nos privar e administrar por um certo tempo,  exemplo: Aguentamos até algumas semanas sem nos alimentar, ou até alguns minutos sem respirar, etc.

 

Como o pensamento faz parte das coisas vitais, pergunto-lhe: quanto tempo você fica sem pensar?

 

É interessante que para nossa saúde mental, física e psicológica, o pensamento é vital, e apesar de ser vital, não se sabe como ele acontece; Sabemos que é um “moto-contínuo”, desde que nascemos ele não para de funcionar, e não conseguimos ficar sem pensar um minuto sequer.

 

Bem, se por um lado não sabemos como ele acontece, e tampouco podemos ficar sem pensar, por outro lado, e o que é bom sabermos,  é que podemos e temos o controle sobre a qualidade do que pensamos, e é de nossa inteira responsabilidade como utilizarmos essa incrível ferramenta que a natureza nos concedeu.

 

Posto isto, as perguntas que lhe faço são: Como está sua saúde? Sua vida familiar? Sua vida social? Sua vida afetiva? Sua vida profissional? Enfim, sua vida em geral? Vai tudo bem? Ou será que em alguns aspectos você não está legal?

 

Negritamos “Sua Vida profissional”, pois esta é a parte que mais lhe toma tempo no seu dia a dia, e vai ter enorme influência sobre os outros aspectos de sua vida, e (veja que responsabilidade) também sobre as demais vidas das pessoas de seu círculo profissional e de relacionamento.

 

Se em algum ponto do seu viver você não está bem, então está na hora de sair do automático, e repensar como você está pensando sobre os pontos que não estão indo bem, e modificar a maneira de pensar sobre eles.

 

A vida é uma escola, e só sabemos se estamos sendo bem avaliados  na matéria “Viver”, se  aprendermos a arte de pensar. E você sabe como se auto avaliar na matéria Viver? É simples, é só avaliar se você é feliz. Caso a nota que você se der for baixa, o conselho que lhe dou, é que estude mais sobre a arte de pensar, e tenha a inteligência e a humildade de fazer as devidas mudanças que achar adequadas, pois afinal, a vida é curta e merece ser bem vivida.

 

A propósito, que nota você está obtendo em sua auto avaliação?

 

Até a próxima e muita paz!

 

 

Atritos nos Relacionamentos

 

ATRITOS NOS RELACIONAMENTOS 

 

VOCÊ SABE O QUE ISSO SIGNIFICA E O QUE OBTÉM COM ELES?

 

por Renato Fazzolari

 

Você sabe o que é um Ermitão?  Ermitão é aquele que se isola em uma montanha ou no deserto e vive totalmente isolado de outras pessoas.

 

Então lhe pergunto: – Quantos ermitões você conhece? Com certeza nenhum, e sabe porquê? Porque nesta vida todos necessitamos nos relacionar com outras pessoas, e isso acontece por dois motivos: primeiro para vivermos, e segundo  para evoluirmos.

 

Você já pensou como somos todos dependentes uns dos outros? Se você fizer uma breve observação ao seu redor, vai constatar isso. Perceba a roupa que está vestindo; o espaço que está morando; os equipamentos que utiliza, tais como: computador, telefone, TV; o remédio para sua dor de cabeça; a música que gosta de ouvir; a água que chega limpa na sua torneira; a comida que te alimenta, e todas as demais coisas que te mantém vivo. Tudo isso, foi realizado por pessoas;  pessoas que em parte são iguais entre si, e em parte muito diferentes. Iguais porque têm a mesma constituição e necessidades, e diferentes porque cada um tem anseios e modo de pensar diferente. E é ai que a coisa pega!

 

Você já pensou se todos fossem exatamente iguais, com os mesmos conhecimentos, a mesma forma de pensar, os mesmos gostos, os mesmos objetivos; o que iria acontecer? Provavelmente nem mais existiria o ser humano na face da terra, imagina se todos só gostassem de música, e no mundo só tivesse compositores e cantores, quem iria plantar alimentos para nos alimentar, quem desenvolveria medicamentos para nos curar, quem desenvolveria os computadores para você ler as “Dicas”?

 

Pois é, para que cada um tenha um anseio na vida, e faça coisas que sejam essenciais para nossa sobrevivência, deverá pensar de maneira própria, e com muita probabilidade de maneira diferente dos outros, e isso causa atrito e incomoda.

 

Se quando nos deparamos com o lado igual das pessoas, nos tornamos compreensivos e harmoniosos, o mesmo não acontece quando nos deparamos com o lado desigual; aí nos tornamos desarmônicos, incompreensivos, damos vazão ao nosso lado de orgulho e vaidade, e deixamos de perceber que é exatamente aí que ocorre nossa oportunidade de evolução, e a evolução talvez seja o objetivo último em nossa curta passagem por esta vida.

 

Se formos sinceros conosco, vamos perceber que temos a tendência de supervalorizar os que mais se assemelham e pensam como nós, os que normalmente chamamos de amigos, pois estamos mais harmonizados e pouco exigem de nosso esforço para crescermos, e com isso nos iludimos e ficamos felizes com essa ilusão. Já com os que pensam diferente, que nem sempre nos são simpáticos, tendemos a “demonizar”, atribuir uma série de defeitos, pois “ Narciso acha feio o que não é espelho”, e dessa maneira perdemos a oportunidade de  enxergar novas realidades, de sairmos de nossa zona de conforto de crescermos e consequentemente evoluirmos.

 

O fato de não sermos ermitões, nos obriga por toda a vida a nos relacionarmos com outras pessoas, e isso se dará na maior parte do nosso dia, e em circunstâncias e locais mais variáveis, como na escola, na igreja, no lar, nas atividades esportivas, na vida amorosa, nos encontros ocasionais, e em inúmeras outras ocasiões, sendo que algumas poderemos evitar, e em outras intensificar nossa participação. Porém essa decisão nem sempre depende exclusivamente de nós, e em certas circunstâncias somos quase obrigados a ter que participar de atividades de nos relacionar com outras pessoas, e um lugar que isso mais ocorre é exatamente na empresa em que trabalhamos.

 

Por uma sabedoria da vida, é no trabalho do dia a dia, que nos ocupa a maior parte do tempo e por um período muito longo de nossa existência, que teremos de conviver e nos relacionar com pessoas que na maioria dos casos poderão ser bem  diferentes do que nós. Se formos inteligentes, poderemos aproveitar essa enorme oportunidade para nosso crescimento pessoal, pois teremos a oportunidade de aprender a despertar o melhor de nós, que se encontra latente  em nossa essência, que são a compreensão, a tolerância, a paciência, a humildade, o intelecto, o bom senso, a solidariedade, a sociabilidade, a humanização, entre tantas outras virtudes que se encontram adormecidas em nosso ser, e principalmente o que mais buscamos que é o sentimento de amor.

 

E o que mais chama a atenção, é que, se aprendermos a arte de nos relacionar, tudo será obtido de forma indolor e prazerosa, pois como se diz: “Na vida se aprende pelo amor ou pela dor”.  Você não acha que optar pelo amor é uma forma de demonstrar inteligência?

 

Até a próxima e muita paz!

Selecionar – Quais os cuidados que se deve ter?

 

SELECIONAR – QUAIS OS CUIDADOS QUE SE DEVE TER? 

ALGUMAS IMPORTANTES PONDERAÇÕES PARA SE
FAZER UMA BOA SELEÇÃO

por Renato Fazzolari 

Quando vamos comprar sapatos, o que fazemos?
 
Identificamos qual a nossa necessidade, e mentalmente imaginamos que tipo de calçado adquirir. Vou a um casamento, então quero um par de sapatos social preto, número 40, mocassim, aquele que não precisa amarrar, couro pelica que é mais macio e confortável, bico fino, salto e sola de couro, e o design igual ao que o Brad Pitt estava usando na premiação do Oscar.
 
Chegamos na loja e identificamos um quase igual, só que não tem preto, tem marrom. Vamos para outra loja, e tem um igualzinho, mas infelizmente não tem o número 40; outra loja, também quase, só que o couro não é pelica. E após uma romaria de lojas encontro o que procuro, perfeito, mas (como sempre tem um “mas”), quando o vendedor me diz o preço, quase caio de costas, está totalmente fora de meu orçamento. Resumo da história, acabo levando outro sapato que não era o que eu queria, mas dentro de minha realidade, que serviu para a minha necessidade, e para minha surpresa, passo a gostar muito desses sapatos e sinto-me feliz quando os uso.
 
Utilizamos esse exemplo para fazer uma analogia com a busca de um profissional no mercado. Normalmente idealiza-se o profissional ideal que se gostaria de ter, lá está a descrição de cargos, com o perfil ideal (ou imaginariamente ideal), e a partir daí se dá o início da busca do profissional. Aí começam os problemas, que podem ser maiores ou minimizados dependendo da rigidez ou flexibilidade dos profissionais envolvidos no processo (o requisitante e o selecionador da empresa).
 
Antes de darmos prosseguimento ao desafio dos nossos amigos selecionadores, vamos colocar um pouco de pimenta no tempero; para tal seria interessante analisar o que segue:
 
As Condições Internas da Empresa – Fazer uma autoanálise e identificar as reais condições que a empresa tem para atrair os profissionais do mercado, tais como: localidade da empresa, recursos de moradia que a(s) cidade(s) próxima(s) oferece(m); custo de vida na região; imagem que a empresa tem no mercado; benefícios que oferece; política salarial e de crescimento profissional; ambiente de trabalho; concorrência de outras empresas na região e se as condições oferecidas são compatíveis; quais as condições de trabalho e de estrutura que se irá oferecer ao profissional; qual o orçamento que dispõe para a aquisição do profissional, e outras peculiaridades da empresa.
 
A partir desta análise é que se deve montar uma estratégia para fazer uma contratação coerente com a realidade disponível; o correto é buscar um profissional que esteja adequado e se enquadre à realidade constatada.
 
As Condições Externas – Mercado muito ou pouco aquecido; muita concorrência; escassez de profissionais qualificados. Quando as condições de mercado são as que se apresentam, ter flexibilidade, criatividade e jogo de cintura podem ser uma boa alternativa.                                    
                                                   
Predisposição Pessoal – Outro fator interessante a se ponderar é o fato de que, via de regra, quando vamos buscar alguém no mercado, esquecemos que um dia tivemos a necessidade de ter uma oportunidade para podermos mostrar do que éramos capazes, e graças a alguém que acreditou em nós e nos deu oportunidade de crescimento, é que chegamos onde estamos agora. Será que quando vamos selecionar alguém, esquecemos o nosso passado?
 
Bom Senso – Este é um fator relevante; será que quando vamos buscar alguém no mercado, exigimos um “Messi”, e oferecemos as condições para se ter um “Biro Biro” (com respeito a este que também foi um bom jogador, porém não ao nível do “Messi”).
 
Alertamos para os cuidados e os riscos de uma seleção super ou subdimensionada, desassociada da realidade externa do mercado e interna da própria empresa; normalmente, a curto ou médio prazo, os resultados costumam ser contrários ao esperado.
 
Agora que o nosso tempero está devidamente apimentado, e sabemos o sapato que devemos comprar, e o profissional que pretendemos selecionar,  vamos a luta, boa compra e boa seleção.

Até a próxima, e muita paz!

 

Cargos Iguais, Salários Iguais

 

 

CARGOS IGUAIS, SALÁRIOS IGUAIS

 

SERÁ QUE EXISTEM CARGOS REALMENTE IGUAIS?

 

 por Renato Fazzolari

 

É justo que cargos iguais ganhem salários iguais? Eu acho que sim.

O difícil está em saber quais os cargos que são iguais.

Normalmente considera-se um cargo igual ao outro, quando o nome do cargo é o mesmo. Mas isso significa que o cargo seja igual?

Vamos analisar:

Suponhamos que existam três cargos com o mesmo título, porém, os ocupantes desses cargos, apesar de terem as mesmas atribuições, exercem suas atividades com desempenhos diferentes, de maneira que o funcionário A é considerado excelente, o B é razoável e o C é sofrível.

Em termos práticos, digamos que você, você mesmo, vai necessitar da execução de um trabalho que qualquer um dos três poderá realizar.

Por qual dos três você irá querer ser atendido?  Pelo C que é sofrível, pelo B que é razoável, ou pelo A que é excelente?

É claro que seria pelo A que é excelente, e por sinal, assim vai acontecer com todos que necessitarem de atendimento desses profissionais, inclusive o próprio chefe também saberá fazer essa diferenciação.

Aí eu pergunto, mas esses cargos são realmente iguais? E é justo ganharem salários iguais?

Apesar do exemplo parecer muito radical, na prática isso é muito mais comum acontecer nas empresas do que se possa imaginar.

Os cargos formalmente são formados por atividades e responsabilidades que estão contidas nas Descrições de Cargos, mas o que define a importância real do cargo é quem o ocupa e como desempenha essa função.

Cada cargo representa um custo x benefício, e é muito importante que as empresas prestem atenção nesta realidade, pois, não é pagando mais para um funcionário mais fraco, que o fará ser melhor e mais motivado, porém, se pagar igual ou inferior a este para um funcionário mais eficiente, com certeza, esse sim ficará desmotivado e com muita probabilidade decairá em seu desempenho.

O equilíbrio de cargos e salários é vital para uma saudável política de Recursos Humanos. Mas o grande desafio é saber a diferenciação entre os cargos e o desempenho de seus ocupantes, e se na prática realmente existe equilíbrio, ou se este só é existente no papel.

Até a próxima, e muita paz!

Ensinar X Aprender

 
ENSINAR X APRENDER
 
SERÁ POSSÍVEL ENSINAR A QUEM NÃO QUER APRENDER?
 
por Renato Fazzolari
 
Com a velocidade da tecnologia e o livre acesso às informações, as mudanças no mundo têm acontecido com uma velocidade incrível. Se não quisermos perder o bonde da história, e se quisermos continuar evoluindo e não ficar para trás, teremos de rever tudo que aprendemos até então, e reconsiderar nossos valores e conceitos.
 
Hoje o mundo é diferente do que foi ontem, e amanhã será diferente do que é hoje. Nossa evolução está diretamente ligada com a nossa aprendizagem, e aprendizagem é um ato contínuo, que sempre terá de ser revisto.
 
Quando falamos em aprendizagem, nos ocorre que tem que haver quem ensina e quem aprende.
 
Vamos explicar:
Quem ensina? Na prática tudo é mestre, a natureza ensina, a história ensina, os pais ensinam, a sociedade ensina, os professores ensinam, e vai daí por diante. Em termos bem práticos, ensinar é repassar conhecimento.
 
Quem aprende? É todo o ser vivo, por exemplo: o passarinho que aprende a voar, o leão a caçar, a abelha a fazer a colmeia e etc., mas para o que nos interessa no momento, vamos nos limitar ao ser humano.
 
Vou lançar uma pergunta: Será que alguém consegue ensinar a quem NÃO quer aprender? Com exceção das crianças, a resposta mais coerente é que não é viável ensinar quem não quer aprender. Daí concluímos que ninguém ensina ninguém, são as pessoas que aprendem por si, desde que queiram aprendem, e se tiver quem repasse o ensinamento.
 
Para se aprender, o aprendiz terá de sair da zona de conforto, deixar a preguiça de lado, na maioria das vezes, terá de desaprender o que aprendeu errado, rever valores, mudar paradigmas, eliminar pré-conceitos, ter força de vontade e estar motivado para a aquisição do conhecimento.  Quando isso acontecer virá a recompensa, se crescerá evolutivamente tanto no aspecto pessoal, quanto profissional, espiritual, psicológico, corporal e etc. Mas cuidado, isso só é válido se aprender coisas boas. No entanto, o contrário também é verdadeiro, se aprender coisas ruins, as consequências também serão ruins. “O que se planta se colhe”.
 
Há uma máxima na linguagem mística que diz: “Quando o discípulo (aprendiz) está preparado, o Mestre aparece”, em outras palavras, isso quer dizer: estuda, esforça-te, prepara-te, que estarás em um nível mais alto de compreensão que lhe propiciará assimilar conhecimentos mais elevados, pois quando melhor preparado, mais capacidade se terá para entender novos ensinamentos.
 
Neste mundo competitivo, quanto mais preparado, melhores condições se terá para evoluir profissionalmente, e o que é importante ressaltar, é que isso dependerá exclusivamente de cada indivíduo.
 
Quanto a você que ensina, antes de repassar os conhecimentos, observe se há clima para tal, se quem vai aprender está interessado no que será ensinado, se está motivado para o aprendizado. Caso esses requisitos não forem preenchidos, primeiramente procure criar essas condições, caso contrário siga o ensinamento bíblico: “Não jogue pérolas aos porcos”, ou seja, não perca tempo, procure ensinar quem desejar aprender.
 
Até a próxima e muita paz!

Hábito X Rotina X Disciplina

 

HÁBITO X ROTINA X DISCIPLINA 

 

SABE QUAL A DIFERENÇA E O QUE ISSO IMPLICA NO SUCESSO EM SUA VIDA?

 

por Renato Fazzolari

  

Normalmente o dia a dia das pessoas é muito semelhante, quase sempre repetitivo, no entanto, a maioria faz essas repetições inconscientemente, sem saber se é hábito, rotina ou disciplina. Você já pensou nisso? E sabe discernir a diferença e as consequências de cada uma delas?

 

O dicionário diz:

 

“Hábito é a disposição adquirida pela repetição frequente de um ato.” Ou seja: Se faz as coisas automaticamente, sem perceber porque está fazendo; esse ato não exige esforço, nem tão pouco vontade, e acontece praticamente inconscientemente;

 

“Rotina é o caminho já conhecido, em geral trilhado maquinalmente.” Ou seja: Se faz as coisas que são necessárias serem feitas, e que nós conhecemos como fazer, porém exige atenção para executá-las corretamente; a prática faz com que a executemos de maneira “semiautomática”; possuem pequenas variações sobre o mesmo tema; a prática faz com que dominemos a operação, porém com pouco esforço, o que torna confortável mas em geral monótona.

 

“Disciplina é o regime de ordem imposta ou mesmo consentida.” Ou seja: Para atingir um objetivo, necessitamos ter uma postura que exigirá que adquiramos novos conhecimentos ou habilidades, que nos propiciará a capacidade necessária para executar funções que ainda não tínhamos conhecimento. Exigirá sairmos de nossa zona de conforto, que tenhamos força de vontade e dedicação, para nos habilitar com a competência necessária para o atingimento do objetivo pretendido.

 

O tempo que dispomos é igual para todos, e passa na mesma proporção. Em nossas vidas, tanto hábito quanto rotina e disciplina acontecem naturalmente, o que diferencia é a proporção e intensidade que dedicamos a cada uma dessas funções.

 

Podemos nos acomodar e viver nossas rotinas e hábitos confortavelmente, mas com essa predisposição, podemos até ter um relativo sucesso, dependendo de fatores externos e golpes de sorte, mas em geral pessoas com essa postura não terão muito sucesso na vida, e em termos evolutivos crescerão muito pouco e normalmente estarão sempre ultrapassadas.

 

A pessoa que decidir ser disciplinada, com o decorrer do tempo, mesmo que lhe custe muito esforço e dedicação, atingirá seus objetivos; adquirirá conhecimento, saber e domínio do que se predispuser a aprender; evoluirá, será respeitada e se auto respeitará; será admirada, requisitada, e como consequência o sucesso acontecerá naturalmente.

 

Em termos profissionais, se lhe fosse dada a responsabilidade de escolher alguém para subir hierarquicamente, por quem você optaria? Pelo acomodado nas rotinas, ou o esforçado e disciplinado? O bom senso diz que você optaria pelo disciplinado. Ora, quando seu superior hierárquico tiver que fazer a mesma escolha, será que você será o profissional que merecerá a promoção?

 

Espero que essa Dica tenha lhe trazido consciência sobre como você está utilizando o seu tempo.  Não se esqueça de que o que plantarmos é o que iremos colher!

 

 

Até a próxima e muita paz!

Pesquisa Salarial

 

ENTENDENDO A PESQUISA SALARIAL

 

SERÁ QUE PESQUISA SALARIAL É UMA SOLUÇÃO OU MAIS UM PROBLEMA?

 

por Renato Fazzolari

  

Um amigo meu que tem 3 filhos, e todos com personalidades e comportamentos muito diferentes, me confessou em tom de queixa: “- Não sei o que acontece, criei os três igualmente, com a mesma atenção, mas cada um saiu diferente do outro”.

 

Respondi-lhe que cada um é uma individualidade e tinham suas necessidades diferentes, de forma que, se ele tratou todos da mesma maneira, com certeza para um pode ter excedido, enquanto que para outro pode ter faltado atenção.

 

Analogamente ocorre com as empresas, é comum se ouvir falar através das direções que: “- Na minha empresa quero que todos os funcionários estejam na média ou no 3º Quartil” (que é um valor acima da média do mercado).

 

Falam isso como se a média ou 3º Quartil fosse um número absoluto, e uma solução que comprovará a eficácia de sua política de salários.

 

Puro engano!

 

Pesquisa salarial é como o caso do indivíduo que teve a cabeça colocada no freezer e os pés no forno, a temperatura do umbigo estava na média, mas o indivíduo morreu.

 

Quem trabalha com pesquisas salariais sabe muito bem que as variáveis que compõem uma pesquisa são tantas e se não forem muito bem ponderadas, poderão dar uma distorção nos resultados, que ao invés de ajudar irá só atrapalhar.

 

Vejamos alguns exemplos que podem causar essas distorções:

 

A pesquisa é um conjunto de números, que oscilam demasiadamente;

Nem todas as empresas que participam são as que mais interessam, às vezes conforme o caso, as que mais interessam não participam;

Os números que se obtém nas tabulações são fabricados estatisticamente, eles mesmos não existem como salários reais;

A correlação da importância do cargo que se tem na empresa, com o pesquisado, em geral é sempre diferente;

O equilíbrio interno que o cargo está situado, em relação ao das outras empresas nunca é igual, e daí por diante.

 

De maneira que, se não se souber usar a pesquisa, analítica e ponderadamente, poderá cometer um grande equívoco administrativo, e apesar das boas intenções, haverá o risco de formalizar um desajuste nas estruturas salariais, e criar um descontentamento e desmotivação entre os profissionais da empresa; e tal qual o pai das crianças citado acima, se estará cometendo um erro, porém com a consciência tranqüila de se estar fazendo o melhor possível.

 

Até a próxima e muita paz!

O Bom Ambiente de Trabalho

 

O BOM AMBIENTE DE TRABALHO 

 

O QUE É AFINAL UM BOM AMBIENTE DE TRABALHO?

 

por Renato Fazzolari

 

 

Bom ambiente de trabalho seria um lugar em que todos são cordiais, sorridentes, em que jamais um contradiz o outro, em que os funcionários e as respectivas famílias se visitam?

 

Se a empresa estiver indo otimamente bem, até que os ingredientes acima podem representar um bom ambiente de trabalho, porém se ela estiver “mal das pernas”, pode ser que o modelo acima seja a causa do insucesso, e falar que ela tem um bom ambiente de trabalho é quase uma heresia.

 

Eu explico:

 

Um bom relacionamento profissional não necessariamente deve ser um relacionamento de aceitação irrestrita, o dia a dia é gerador de conflitos, disputas e competitividades, e quando o ambiente está naquela “mornosidade”, acomodado em um comportamento de excessiva consideração entre departamentos e funcionários, pode ser que as condições criadas pelo ambiente impossibilitem uma atuação profissional mais firme, objetiva e necessária.

 

De maneira que, um bom ambiente de trabalho não deve ser confundido com um reduto de pessoas boazinhas (visto que “boazinha” já é um diminutivo de boa, é quase um “ruinzinho”).

 

No trabalho, as pessoas devem ser cordiais sim, porém, com respeito profissional entre todos, e respeito profissional implica em aceitação dos pontos de vista diferentes; em se contradizerem com firmeza quando necessário.

 

As caras podem ser mais severas e menos risonhas. Os profissionais devem ser responsáveis, e mesmo que as famílias não se visitem, o importante é que cada um saiba que sua postura profissional estará mais do que participando de um ato social, estará cumprindo o dever de ajudar a empresa a prosperar, e com isso garantir o salário e o emprego do colega, cuja família nem sequer conhece.

 

Portanto, bom ambiente de trabalho é cordialidade, porém, com respeito e postura profissional.

 

Até a próxima e muita paz!

AGRHO
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