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Pesquisa Salarial

 

ENTENDENDO A PESQUISA SALARIAL

 

SERÁ QUE PESQUISA SALARIAL É UMA SOLUÇÃO OU MAIS UM PROBLEMA?

 

por Renato Fazzolari

  

Um amigo meu que tem 3 filhos, e todos com personalidades e comportamentos muito diferentes, me confessou em tom de queixa: “- Não sei o que acontece, criei os três igualmente, com a mesma atenção, mas cada um saiu diferente do outro”.

 

Respondi-lhe que cada um é uma individualidade e tinham suas necessidades diferentes, de forma que, se ele tratou todos da mesma maneira, com certeza para um pode ter excedido, enquanto que para outro pode ter faltado atenção.

 

Analogamente ocorre com as empresas, é comum se ouvir falar através das direções que: “- Na minha empresa quero que todos os funcionários estejam na média ou no 3º Quartil” (que é um valor acima da média do mercado).

 

Falam isso como se a média ou 3º Quartil fosse um número absoluto, e uma solução que comprovará a eficácia de sua política de salários.

 

Puro engano!

 

Pesquisa salarial é como o caso do indivíduo que teve a cabeça colocada no freezer e os pés no forno, a temperatura do umbigo estava na média, mas o indivíduo morreu.

 

Quem trabalha com pesquisas salariais sabe muito bem que as variáveis que compõem uma pesquisa são tantas e se não forem muito bem ponderadas, poderão dar uma distorção nos resultados, que ao invés de ajudar irá só atrapalhar.

 

Vejamos alguns exemplos que podem causar essas distorções:

 

A pesquisa é um conjunto de números, que oscilam demasiadamente;

Nem todas as empresas que participam são as que mais interessam, às vezes conforme o caso, as que mais interessam não participam;

Os números que se obtém nas tabulações são fabricados estatisticamente, eles mesmos não existem como salários reais;

A correlação da importância do cargo que se tem na empresa, com o pesquisado, em geral é sempre diferente;

O equilíbrio interno que o cargo está situado, em relação ao das outras empresas nunca é igual, e daí por diante.

 

De maneira que, se não se souber usar a pesquisa, analítica e ponderadamente, poderá cometer um grande equívoco administrativo, e apesar das boas intenções, haverá o risco de formalizar um desajuste nas estruturas salariais, e criar um descontentamento e desmotivação entre os profissionais da empresa; e tal qual o pai das crianças citado acima, se estará cometendo um erro, porém com a consciência tranqüila de se estar fazendo o melhor possível.

 

Até a próxima e muita paz!

Hábito X Rotina X Disciplina

 

HÁBITO X ROTINA X DISCIPLINA 

 

SABE QUAL A DIFERENÇA E O QUE ISSO IMPLICA NO SUCESSO EM SUA VIDA?

 

por Renato Fazzolari

  

Normalmente o dia a dia das pessoas é muito semelhante, quase sempre repetitivo, no entanto, a maioria faz essas repetições inconscientemente, sem saber se é hábito, rotina ou disciplina. Você já pensou nisso? E sabe discernir a diferença e as consequências de cada uma delas?

 

O dicionário diz:

 

“Hábito é a disposição adquirida pela repetição frequente de um ato.” Ou seja: Se faz as coisas automaticamente, sem perceber porque está fazendo; esse ato não exige esforço, nem tão pouco vontade, e acontece praticamente inconscientemente;

 

“Rotina é o caminho já conhecido, em geral trilhado maquinalmente.” Ou seja: Se faz as coisas que são necessárias serem feitas, e que nós conhecemos como fazer, porém exige atenção para executá-las corretamente; a prática faz com que a executemos de maneira “semiautomática”; possuem pequenas variações sobre o mesmo tema; a prática faz com que dominemos a operação, porém com pouco esforço, o que torna confortável mas em geral monótona.

 

“Disciplina é o regime de ordem imposta ou mesmo consentida.” Ou seja: Para atingir um objetivo, necessitamos ter uma postura que exigirá que adquiramos novos conhecimentos ou habilidades, que nos propiciará a capacidade necessária para executar funções que ainda não tínhamos conhecimento. Exigirá sairmos de nossa zona de conforto, que tenhamos força de vontade e dedicação, para nos habilitar com a competência necessária para o atingimento do objetivo pretendido.

 

O tempo que dispomos é igual para todos, e passa na mesma proporção. Em nossas vidas, tanto hábito quanto rotina e disciplina acontecem naturalmente, o que diferencia é a proporção e intensidade que dedicamos a cada uma dessas funções.

 

Podemos nos acomodar e viver nossas rotinas e hábitos confortavelmente, mas com essa predisposição, podemos até ter um relativo sucesso, dependendo de fatores externos e golpes de sorte, mas em geral pessoas com essa postura não terão muito sucesso na vida, e em termos evolutivos crescerão muito pouco e normalmente estarão sempre ultrapassadas.

 

A pessoa que decidir ser disciplinada, com o decorrer do tempo, mesmo que lhe custe muito esforço e dedicação, atingirá seus objetivos; adquirirá conhecimento, saber e domínio do que se predispuser a aprender; evoluirá, será respeitada e se auto respeitará; será admirada, requisitada, e como consequência o sucesso acontecerá naturalmente.

 

Em termos profissionais, se lhe fosse dada a responsabilidade de escolher alguém para subir hierarquicamente, por quem você optaria? Pelo acomodado nas rotinas, ou o esforçado e disciplinado? O bom senso diz que você optaria pelo disciplinado. Ora, quando seu superior hierárquico tiver que fazer a mesma escolha, será que você será o profissional que merecerá a promoção?

 

Espero que essa Dica tenha lhe trazido consciência sobre como você está utilizando o seu tempo.  Não se esqueça de que o que plantarmos é o que iremos colher!

 

 

Até a próxima e muita paz!

Ensinar X Aprender

 
ENSINAR X APRENDER
 
SERÁ POSSÍVEL ENSINAR A QUEM NÃO QUER APRENDER?
 
por Renato Fazzolari
 
Com a velocidade da tecnologia e o livre acesso às informações, as mudanças no mundo têm acontecido com uma velocidade incrível. Se não quisermos perder o bonde da história, e se quisermos continuar evoluindo e não ficar para trás, teremos de rever tudo que aprendemos até então, e reconsiderar nossos valores e conceitos.
 
Hoje o mundo é diferente do que foi ontem, e amanhã será diferente do que é hoje. Nossa evolução está diretamente ligada com a nossa aprendizagem, e aprendizagem é um ato contínuo, que sempre terá de ser revisto.
 
Quando falamos em aprendizagem, nos ocorre que tem que haver quem ensina e quem aprende.
 
Vamos explicar:
Quem ensina? Na prática tudo é mestre, a natureza ensina, a história ensina, os pais ensinam, a sociedade ensina, os professores ensinam, e vai daí por diante. Em termos bem práticos, ensinar é repassar conhecimento.
 
Quem aprende? É todo o ser vivo, por exemplo: o passarinho que aprende a voar, o leão a caçar, a abelha a fazer a colmeia e etc., mas para o que nos interessa no momento, vamos nos limitar ao ser humano.
 
Vou lançar uma pergunta: Será que alguém consegue ensinar a quem NÃO quer aprender? Com exceção das crianças, a resposta mais coerente é que não é viável ensinar quem não quer aprender. Daí concluímos que ninguém ensina ninguém, são as pessoas que aprendem por si, desde que queiram aprendem, e se tiver quem repasse o ensinamento.
 
Para se aprender, o aprendiz terá de sair da zona de conforto, deixar a preguiça de lado, na maioria das vezes, terá de desaprender o que aprendeu errado, rever valores, mudar paradigmas, eliminar pré-conceitos, ter força de vontade e estar motivado para a aquisição do conhecimento.  Quando isso acontecer virá a recompensa, se crescerá evolutivamente tanto no aspecto pessoal, quanto profissional, espiritual, psicológico, corporal e etc. Mas cuidado, isso só é válido se aprender coisas boas. No entanto, o contrário também é verdadeiro, se aprender coisas ruins, as consequências também serão ruins. “O que se planta se colhe”.
 
Há uma máxima na linguagem mística que diz: “Quando o discípulo (aprendiz) está preparado, o Mestre aparece”, em outras palavras, isso quer dizer: estuda, esforça-te, prepara-te, que estarás em um nível mais alto de compreensão que lhe propiciará assimilar conhecimentos mais elevados, pois quando melhor preparado, mais capacidade se terá para entender novos ensinamentos.
 
Neste mundo competitivo, quanto mais preparado, melhores condições se terá para evoluir profissionalmente, e o que é importante ressaltar, é que isso dependerá exclusivamente de cada indivíduo.
 
Quanto a você que ensina, antes de repassar os conhecimentos, observe se há clima para tal, se quem vai aprender está interessado no que será ensinado, se está motivado para o aprendizado. Caso esses requisitos não forem preenchidos, primeiramente procure criar essas condições, caso contrário siga o ensinamento bíblico: “Não jogue pérolas aos porcos”, ou seja, não perca tempo, procure ensinar quem desejar aprender.
 
Até a próxima e muita paz!

Cargos Iguais, Salários Iguais

 

 

CARGOS IGUAIS, SALÁRIOS IGUAIS

 

SERÁ QUE EXISTEM CARGOS REALMENTE IGUAIS?

 

 por Renato Fazzolari

 

É justo que cargos iguais ganhem salários iguais? Eu acho que sim.

O difícil está em saber quais os cargos que são iguais.

Normalmente considera-se um cargo igual ao outro, quando o nome do cargo é o mesmo. Mas isso significa que o cargo seja igual?

Vamos analisar:

Suponhamos que existam três cargos com o mesmo título, porém, os ocupantes desses cargos, apesar de terem as mesmas atribuições, exercem suas atividades com desempenhos diferentes, de maneira que o funcionário A é considerado excelente, o B é razoável e o C é sofrível.

Em termos práticos, digamos que você, você mesmo, vai necessitar da execução de um trabalho que qualquer um dos três poderá realizar.

Por qual dos três você irá querer ser atendido?  Pelo C que é sofrível, pelo B que é razoável, ou pelo A que é excelente?

É claro que seria pelo A que é excelente, e por sinal, assim vai acontecer com todos que necessitarem de atendimento desses profissionais, inclusive o próprio chefe também saberá fazer essa diferenciação.

Aí eu pergunto, mas esses cargos são realmente iguais? E é justo ganharem salários iguais?

Apesar do exemplo parecer muito radical, na prática isso é muito mais comum acontecer nas empresas do que se possa imaginar.

Os cargos formalmente são formados por atividades e responsabilidades que estão contidas nas Descrições de Cargos, mas o que define a importância real do cargo é quem o ocupa e como desempenha essa função.

Cada cargo representa um custo x benefício, e é muito importante que as empresas prestem atenção nesta realidade, pois, não é pagando mais para um funcionário mais fraco, que o fará ser melhor e mais motivado, porém, se pagar igual ou inferior a este para um funcionário mais eficiente, com certeza, esse sim ficará desmotivado e com muita probabilidade decairá em seu desempenho.

O equilíbrio de cargos e salários é vital para uma saudável política de Recursos Humanos. Mas o grande desafio é saber a diferenciação entre os cargos e o desempenho de seus ocupantes, e se na prática realmente existe equilíbrio, ou se este só é existente no papel.

Até a próxima, e muita paz!

Selecionar – Quais os cuidados que se deve ter?

 

SELECIONAR – QUAIS OS CUIDADOS QUE SE DEVE TER? 

ALGUMAS IMPORTANTES PONDERAÇÕES PARA SE
FAZER UMA BOA SELEÇÃO

por Renato Fazzolari 

Quando vamos comprar sapatos, o que fazemos?
 
Identificamos qual a nossa necessidade, e mentalmente imaginamos que tipo de calçado adquirir. Vou a um casamento, então quero um par de sapatos social preto, número 40, mocassim, aquele que não precisa amarrar, couro pelica que é mais macio e confortável, bico fino, salto e sola de couro, e o design igual ao que o Brad Pitt estava usando na premiação do Oscar.
 
Chegamos na loja e identificamos um quase igual, só que não tem preto, tem marrom. Vamos para outra loja, e tem um igualzinho, mas infelizmente não tem o número 40; outra loja, também quase, só que o couro não é pelica. E após uma romaria de lojas encontro o que procuro, perfeito, mas (como sempre tem um “mas”), quando o vendedor me diz o preço, quase caio de costas, está totalmente fora de meu orçamento. Resumo da história, acabo levando outro sapato que não era o que eu queria, mas dentro de minha realidade, que serviu para a minha necessidade, e para minha surpresa, passo a gostar muito desses sapatos e sinto-me feliz quando os uso.
 
Utilizamos esse exemplo para fazer uma analogia com a busca de um profissional no mercado. Normalmente idealiza-se o profissional ideal que se gostaria de ter, lá está a descrição de cargos, com o perfil ideal (ou imaginariamente ideal), e a partir daí se dá o início da busca do profissional. Aí começam os problemas, que podem ser maiores ou minimizados dependendo da rigidez ou flexibilidade dos profissionais envolvidos no processo (o requisitante e o selecionador da empresa).
 
Antes de darmos prosseguimento ao desafio dos nossos amigos selecionadores, vamos colocar um pouco de pimenta no tempero; para tal seria interessante analisar o que segue:
 
As Condições Internas da Empresa – Fazer uma autoanálise e identificar as reais condições que a empresa tem para atrair os profissionais do mercado, tais como: localidade da empresa, recursos de moradia que a(s) cidade(s) próxima(s) oferece(m); custo de vida na região; imagem que a empresa tem no mercado; benefícios que oferece; política salarial e de crescimento profissional; ambiente de trabalho; concorrência de outras empresas na região e se as condições oferecidas são compatíveis; quais as condições de trabalho e de estrutura que se irá oferecer ao profissional; qual o orçamento que dispõe para a aquisição do profissional, e outras peculiaridades da empresa.
 
A partir desta análise é que se deve montar uma estratégia para fazer uma contratação coerente com a realidade disponível; o correto é buscar um profissional que esteja adequado e se enquadre à realidade constatada.
 
As Condições Externas – Mercado muito ou pouco aquecido; muita concorrência; escassez de profissionais qualificados. Quando as condições de mercado são as que se apresentam, ter flexibilidade, criatividade e jogo de cintura podem ser uma boa alternativa.                                    
                                                   
Predisposição Pessoal – Outro fator interessante a se ponderar é o fato de que, via de regra, quando vamos buscar alguém no mercado, esquecemos que um dia tivemos a necessidade de ter uma oportunidade para podermos mostrar do que éramos capazes, e graças a alguém que acreditou em nós e nos deu oportunidade de crescimento, é que chegamos onde estamos agora. Será que quando vamos selecionar alguém, esquecemos o nosso passado?
 
Bom Senso – Este é um fator relevante; será que quando vamos buscar alguém no mercado, exigimos um “Messi”, e oferecemos as condições para se ter um “Biro Biro” (com respeito a este que também foi um bom jogador, porém não ao nível do “Messi”).
 
Alertamos para os cuidados e os riscos de uma seleção super ou subdimensionada, desassociada da realidade externa do mercado e interna da própria empresa; normalmente, a curto ou médio prazo, os resultados costumam ser contrários ao esperado.
 
Agora que o nosso tempero está devidamente apimentado, e sabemos o sapato que devemos comprar, e o profissional que pretendemos selecionar,  vamos a luta, boa compra e boa seleção.

Até a próxima, e muita paz!

 

Comunicação

 

COMUNICAÇÃO

 

TIPOS DE COMUNICAÇÃO – VERBAL, NÃO VERBAL E INVISÍVEL

 

por Renato Fazzolari 

  

Quem fala errado, é a Mônica ou o Cebolinha? Se você respondeu que é o Cebolinha, você pode ter respondido certo ou errado, vai depender da intenção de quem perguntou. Pois o Cebolinha, dos personagens do Mauricio de Sousa é o que troca o “R” pelo “L”, de maneira que o Cebolinha fala errado, mas o Cebolinha fala “elado” e não “errado”!

 

Esse exemplo serve para demonstrar o quanto a comunicação é complexa.

 

E não é por menos que a deficiência de Comunicação é o item mais comum das queixas nas empresas, e a principal causadora das deficiências nos relacionamentos interpessoais, e geradora dos maus ambientes de trabalho.

 

Vamos a algumas dicas, não de como se comunicar, mas de como entender a comunicação.

 

Os especialistas no assunto garantem que a comunicação ocorre até 35% de maneira verbal e 65% de maneira não verbal, e eu acrescento ainda que nesses percentuais está embutida a comunicação invisível.

 

E o que é cada uma delas:

 

comunicação verbal é a falada

 

comunicação não verbal é quando a comunicação não se dá através da fala pura e simples; a entonação das palavras (agressivas, carinhosas, lentas, aceleradas etc.), levará a comunicação com a emoção. A expressão corporal tem um papel de destaque na comunicação não verbal.

 

Precisamos saber que cada indivíduo tem um ponto mais forte na captação das mensagens; uns são mais auditivos – com esses funciona melhor a conversa; outros são mais visuais – para esses funcionam melhor as mensagens escritas; e tem os que são mais sinestésicos – aqueles que captam melhor quando as mensagens vêm acompanhadas de expressões, esses se dão bem com os italianos que falam mais com as mãos.

 

Por isso é interessante saber se os canais de comunicação a se utilizar, estão levando em conta todos esses fatores.

 

Mas também falei da comunicação invisível, que apesar de todos a sentirem e vivenciá-la, ninguém é capaz de se conscientizar de sua importância, e por ela ser invisível, é a principal causadora dos danos na comunicação.

 

Mas afinal, o que é a comunicação invisível?

 

A comunicação invisível é o clima emocional da empresa, e se faz sentir através das vibrações amorosas ou odiosas que existe entre as pessoas. É a vibração que se sente, mas que não se sabe explicar. É o prazer ou desprazer que se tem em estar no ambiente de trabalho. E essa vibração é que fará com que haja a predisposição para a boa ou má comunicação.

 

Agora, é muito importante que saibamos que quando a vibração está ruim, é uma consequência de outros fatores que não devem estar andando bem na empresa, e esses fatores é que devem ser identificados, para melhorar a qualidade da vibração invisível.

 

E você, como está sentindo a vibração em sua empresa?

 

Até a próxima e muita paz! 

Atritos nos Relacionamentos

 

ATRITOS NOS RELACIONAMENTOS 

 

VOCÊ SABE O QUE ISSO SIGNIFICA E O QUE OBTÉM COM ELES?

 

por Renato Fazzolari

 

Você sabe o que é um Ermitão?  Ermitão é aquele que se isola em uma montanha ou no deserto e vive totalmente isolado de outras pessoas.

 

Então lhe pergunto: – Quantos ermitões você conhece? Com certeza nenhum, e sabe porquê? Porque nesta vida todos necessitamos nos relacionar com outras pessoas, e isso acontece por dois motivos: primeiro para vivermos, e segundo  para evoluirmos.

 

Você já pensou como somos todos dependentes uns dos outros? Se você fizer uma breve observação ao seu redor, vai constatar isso. Perceba a roupa que está vestindo; o espaço que está morando; os equipamentos que utiliza, tais como: computador, telefone, TV; o remédio para sua dor de cabeça; a música que gosta de ouvir; a água que chega limpa na sua torneira; a comida que te alimenta, e todas as demais coisas que te mantém vivo. Tudo isso, foi realizado por pessoas;  pessoas que em parte são iguais entre si, e em parte muito diferentes. Iguais porque têm a mesma constituição e necessidades, e diferentes porque cada um tem anseios e modo de pensar diferente. E é ai que a coisa pega!

 

Você já pensou se todos fossem exatamente iguais, com os mesmos conhecimentos, a mesma forma de pensar, os mesmos gostos, os mesmos objetivos; o que iria acontecer? Provavelmente nem mais existiria o ser humano na face da terra, imagina se todos só gostassem de música, e no mundo só tivesse compositores e cantores, quem iria plantar alimentos para nos alimentar, quem desenvolveria medicamentos para nos curar, quem desenvolveria os computadores para você ler as “Dicas”?

 

Pois é, para que cada um tenha um anseio na vida, e faça coisas que sejam essenciais para nossa sobrevivência, deverá pensar de maneira própria, e com muita probabilidade de maneira diferente dos outros, e isso causa atrito e incomoda.

 

Se quando nos deparamos com o lado igual das pessoas, nos tornamos compreensivos e harmoniosos, o mesmo não acontece quando nos deparamos com o lado desigual; aí nos tornamos desarmônicos, incompreensivos, damos vazão ao nosso lado de orgulho e vaidade, e deixamos de perceber que é exatamente aí que ocorre nossa oportunidade de evolução, e a evolução talvez seja o objetivo último em nossa curta passagem por esta vida.

 

Se formos sinceros conosco, vamos perceber que temos a tendência de supervalorizar os que mais se assemelham e pensam como nós, os que normalmente chamamos de amigos, pois estamos mais harmonizados e pouco exigem de nosso esforço para crescermos, e com isso nos iludimos e ficamos felizes com essa ilusão. Já com os que pensam diferente, que nem sempre nos são simpáticos, tendemos a “demonizar”, atribuir uma série de defeitos, pois “ Narciso acha feio o que não é espelho”, e dessa maneira perdemos a oportunidade de  enxergar novas realidades, de sairmos de nossa zona de conforto de crescermos e consequentemente evoluirmos.

 

O fato de não sermos ermitões, nos obriga por toda a vida a nos relacionarmos com outras pessoas, e isso se dará na maior parte do nosso dia, e em circunstâncias e locais mais variáveis, como na escola, na igreja, no lar, nas atividades esportivas, na vida amorosa, nos encontros ocasionais, e em inúmeras outras ocasiões, sendo que algumas poderemos evitar, e em outras intensificar nossa participação. Porém essa decisão nem sempre depende exclusivamente de nós, e em certas circunstâncias somos quase obrigados a ter que participar de atividades de nos relacionar com outras pessoas, e um lugar que isso mais ocorre é exatamente na empresa em que trabalhamos.

 

Por uma sabedoria da vida, é no trabalho do dia a dia, que nos ocupa a maior parte do tempo e por um período muito longo de nossa existência, que teremos de conviver e nos relacionar com pessoas que na maioria dos casos poderão ser bem  diferentes do que nós. Se formos inteligentes, poderemos aproveitar essa enorme oportunidade para nosso crescimento pessoal, pois teremos a oportunidade de aprender a despertar o melhor de nós, que se encontra latente  em nossa essência, que são a compreensão, a tolerância, a paciência, a humildade, o intelecto, o bom senso, a solidariedade, a sociabilidade, a humanização, entre tantas outras virtudes que se encontram adormecidas em nosso ser, e principalmente o que mais buscamos que é o sentimento de amor.

 

E o que mais chama a atenção, é que, se aprendermos a arte de nos relacionar, tudo será obtido de forma indolor e prazerosa, pois como se diz: “Na vida se aprende pelo amor ou pela dor”.  Você não acha que optar pelo amor é uma forma de demonstrar inteligência?

 

Até a próxima e muita paz!

Liderança

LIDERANÇA

 

TER LÍDERES NAS EMPRESAS É BOM OU RUIM?

por Renato Fazzolari

 

A liderança já vem com o indivíduo, isto é: É nata! Ou pode ser aprendida?

 

Esta é uma polêmica muito antiga, com defensores ferrenhos dos dois lados, por isso não vamos entrar nesse mérito.

 

A verdade é que existem indivíduos tidos como líderes natos, já nascem com um forte carisma, porém, nem sempre exercem positivamente essa liderança, enquanto outros que não possuem esse dom natural se compensam através de outros recursos, tais como: conhecimento; esforço; compreensão etc. e acabam sendo bem aceitos por seus comandados, tornam-se eficientes nas responsabilidades que lhe são atribuídas e ATINGEM AS METAS que lhes são propostas.

 

Mas para sermos mais objetivos, vamos analisar um conceito de liderança de James Hunter (que consta em seu livro “O Monge e o Executivo”), que tem sido mais aceito pelas empresas atualmente:

 

“LIDERANÇA É A HABILIDADE DE INFLUENCIAR PESSOAS PARA TRABALHAREM ENTUSIASTICAMENTE, VISANDO ATINGIR OS OBJETIVOS IDENTIFICADOS COMO SENDO PARA O BEM COMUM.”

 

Esse conceito realmente parece muito bom e eficiente.

 

No entanto, o que aconteceria a uma empresa, se tivesse todos os profissionais de posto de comando com o perfil do líder nato e carismático, e por sua força de liderança, cada um conduzisse seus comandados segundo seus próprios princípios, e os levassem por direções antagônicas?

 

Será que isso seria bom para a empresa? Claro que não! Seria uma empresa com muitas lideranças, mas sem direção.

 

E se nos postos de comando tivessem líderes natos, ou mesmo sem carismas, mas que fossem treinados e capacitados para influenciar e conduzir pessoas, e as direcionassem para trabalhar motivadas, integradas, e dessa forma canalizassem seus esforços para atingir as metas em harmonia com as demais áreas?

 

Com certeza esse tipo de liderança seria muito mais eficiente! Não acham?

 

Então é interessante que se reveja o conceito sobre o que se deseja de um líder e o que fazer para formá-lo na empresa.

 

Pense nisso!

 

Até a próxima e muita paz

Você Sabe o que é Pensar?

 

 

  

VOCÊ SABE O QUE É PENSAR?

VOCÊ SABE COMO TIRAR BOM PROVEITO DE SEUS PENSAMENTOS?

por Renato Fazzolari

 

‘A LEI DA MENTE É IMPLACÁVEL. O QUE VOCÊ PENSA, VOCÊ CRIA; O QUE VOCÊ SENTE, VOCÊ ATRAI; O QUE VOCÊ ACREDITA, TORNA-SE REALIDADE.’ (Buda).

 

Das coisas vitais em nossa vida, tais como comer, beber, respirar, dormir, nós temos certo controle e podemos até nos privar e administrar por um certo tempo,  exemplo: Aguentamos até algumas semanas sem nos alimentar, ou até alguns minutos sem respirar, etc.

 

Como o pensamento faz parte das coisas vitais, pergunto-lhe: quanto tempo você fica sem pensar?

 

É interessante que para nossa saúde mental, física e psicológica, o pensamento é vital, e apesar de ser vital, não se sabe como ele acontece; Sabemos que é um “moto-contínuo”, desde que nascemos ele não para de funcionar, e não conseguimos ficar sem pensar um minuto sequer.

 

Bem, se por um lado não sabemos como ele acontece, e tampouco podemos ficar sem pensar, por outro lado, e o que é bom sabermos,  é que podemos e temos o controle sobre a qualidade do que pensamos, e é de nossa inteira responsabilidade como utilizarmos essa incrível ferramenta que a natureza nos concedeu.

 

Posto isto, as perguntas que lhe faço são: Como está sua saúde? Sua vida familiar? Sua vida social? Sua vida afetiva? Sua vida profissional? Enfim, sua vida em geral? Vai tudo bem? Ou será que em alguns aspectos você não está legal?

 

Negritamos “Sua Vida profissional”, pois esta é a parte que mais lhe toma tempo no seu dia a dia, e vai ter enorme influência sobre os outros aspectos de sua vida, e (veja que responsabilidade) também sobre as demais vidas das pessoas de seu círculo profissional e de relacionamento.

 

Se em algum ponto do seu viver você não está bem, então está na hora de sair do automático, e repensar como você está pensando sobre os pontos que não estão indo bem, e modificar a maneira de pensar sobre eles.

 

A vida é uma escola, e só sabemos se estamos sendo bem avaliados  na matéria “Viver”, se  aprendermos a arte de pensar. E você sabe como se auto avaliar na matéria Viver? É simples, é só avaliar se você é feliz. Caso a nota que você se der for baixa, o conselho que lhe dou, é que estude mais sobre a arte de pensar, e tenha a inteligência e a humildade de fazer as devidas mudanças que achar adequadas, pois afinal, a vida é curta e merece ser bem vivida.

 

A propósito, que nota você está obtendo em sua auto avaliação?

 

Até a próxima e muita paz!

 

 

Competente X Incompetente

 

COMPETENTE X INCOMPETENTE

 

OU SERÁ: COMPETENTE INCOMPETENTE X INCOMPETENTE COMPETENTE?

 

por Renato Fazzolari

 

 

Alguma vez você já se perguntou ou comentou com alguma outra pessoa,  “- Como é possível que fulano esteja exercendo tal posição?  Ele é tão incompetente!” ou então o contrário, “- Como que sicrano, não consegue crescer na vida? Ele é tão competente, mas parece que não sai do lugar”.

 

Com certeza você já deve ter feito esses questionamentos, e com bastante probabilidade uma porção de vezes.

 

Pois bem, vamos analisar o que é ser competente e o que é ser incompetente.

 

O que normalmente chamamos de incompetente, é aquele indivíduo que ocupa cargos mais elevados (pois os que ocupam cargos baixos, normalmente não chamam muito a atenção), e na execução desses cargos, salta aos olhos o quanto eles estão incapacitados para exercê-los.

 

No entanto, subestimamos muito o lado competente desses indivíduos, pois de algum modo eles conseguiram chegar onde estão e se mantém em seus postos. Via de regra, essas pessoas são muito hábeis em identificar os caminhos que os levam aos postos em que ocupam, e sabem muito bem como manipular as pessoas certas e a quem bajular, bem como, os mecanismos que devem adotar para atingir seus objetivos pessoais. É dispensável falar que esses indivíduos, em geral, são inescrupulosos, e não possuem ética para tirar de seus caminhos os que eventualmente possam ameaçá-los.

 

Já os que julgamos competentes, mas que não conseguem decolar, normalmente são exatamente o oposto desses indivíduos, acrescentando o fato de serem tímidos em seus anseios, e inseguros quanto às próprias capacidades, sem contar que estão sempre esperando que alguém reconheça suas potencialidades e os descubram.

 

Por isso não se deve subestimar o dito “incompetente”, pois ele é capaz de quebrar uma empresa, mas jamais se dará mal.

 

Então, empresários, funcionários e cidadãos, olhos bem abertos com os hábeis incompetentes que estão em postos de comandos nas empresas e nos governos.

 

Até a próxima e muita paz!

AGRHO
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