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O Jogo da Velha da Vida

O JOGO DA VELHA DA VIDA.

 

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO DO SEU TEMPO?

 

por Renato Fazzolari

 

“Você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem.”  (Belchior)

 

A gente pode não entender, mas a vida sempre está certa. E ela tem leis e métodos precisos, que na medida em que os aprendemos nos ajudam a caminhar mais felizes nesta jornada evolutiva em que nos encontramos.

 

Na prática, se estivermos atentos, os ensinamentos nunca nos faltarão e normalmente vêm de maneira simples, mas profunda, como no presente caso.

 

Diz a tradição, que normalmente passaremos por três fases na vida, e em cada uma com determinada dependência, exatamente para que possamos desenvolver o estágio em que nos encontramos, ou seja:

 

O JOGO DA VELHA DA VIDA 

SIM = PROVAVELMENTE TEMOS                X = NÃO TEMOS 

 

DISPOSIÇÃO

TEMPO

$ 

1ª FASE INFÂNCIA

 SIM

 SIM

X

2ª FASE

IDADE ADULTA 

 SIM

X

SIM

3ª FASE

VELHICE

 X

 SIM

 SIM

 

Como podemos verificar, está aí, de maneira simples um profundo ensinamento, que nos mostra que a vida nos dá o que precisamos para viver cada fase em que nos encontramos, para podermos evoluir e usufruir das condições que necessitarmos para tal.

 

Óbvio que este tema é muito complexo e necessitaríamos muito mais espaço para desenvolvê-lo; em todas as fases poderão ocorrer exceções, no entanto essa é a regra geral.

 

Na infância, como ainda não temos a maturidade, nos é dado muita energia, disposição e tempo para gozarmos a vida. Depois bem lentamente vamos adquirindo aprendizagem para seguirmos na segunda fase, no entanto neste estágio ainda não teremos como ganhar nosso próprio dinheiro, o que não nos dá uma autonomia, a qual não teríamos condições de usá-la.

 

Na velhice, nos faltará a disposição que tivemos nas duas fases anteriores, exatamente para podermos meditar sobre os conhecimentos que adquirimos pela vida, e podermos transformá-los em sabedoria, ou seja, sedimentar em nossa vida a evolução pelo entendimento de como as leis da vida funcionam.

 

Agora e na 2ª fase, a que a maioria dos que estão lendo este artigo se encontram; por que será que poderemos ter disposição e até dinheiro? É porque esta é a fase das realizações, onde depende muito de nós, o aprender e o fazer, para adquirirmos nossas conquistas, materializar nossa evolução, cumprir nossa participação na evolução coletiva e principalmente na nossa individual, e para que isso aconteça, teremos muito trabalho, e para quem muito trabalha, não sobrará tempo para ociosidade.

 

Entendeu como funciona o mecanismo da vida?

 

Se entendeu, aqui vai a pergunta. “ E você o que está fazendo para viver a fase em que se encontra? ” Está estudando? Aprendendo? Executando seus deveres com responsabilidade? Já adquiriu a consciência que um dia tudo vai terminar e você vai levar só suas experiências pessoais? Está aprendendo que o que se planta se colhe? Está adquirindo humildade ou esperando a dor para lhe obrigar a adquiri-la na marra? Está se atualizando profissionalmente? E suas obrigações profissionais, está realizando da melhor maneira que pode? E como anda o relacionamento com os superiores, os subalternos, os amigos, a família? E a religião? E os compromissos com a sociedade? E, e, e….?

 

Não deixe para depois o que pode fazer agora, para que na 3ª fase da vida, quando olhares para trás, possa ter a sensação de missão cumprida e sentir-se orgulhoso de você, e não o contrário, curtir um mundo de arrependimento e tristeza.

 

Pense nisso e aja enquanto é tempo.

 

Até a próxima e muita paz!

Cabo de Guerra X Arrastão

 

CABO DE GUERRA X ARRASTÃO    

    

 por Renato Fazzolari  

 

COMO ENFRAQUECER OU FORTALECER A FORÇA

 

Cabo de Guerra é uma brincadeira ou jogo em que dois grupos de pessoas, puxam uma corda em direção oposta, de maneira que o grupo que tiver mais força vence.

No Cabo de Guerra o que se observa é que dois grupos fazendo forças opostas, neutralizam as próprias forças, ou vão ter que fazer muita força para se impor sobre a força contrária. Exemplo: Se um grupo tiver força para puxar 1 tonelada, e o outro grupo também tiver essa mesma força, ambos estarão utilizando uma força de 2 toneladas, porém, ambas as forças utilizadas se anularão, ou se um grupo conseguir puxar 1 tonelada e 1 quilo, esse grupo vencerá, porém, foi anulada 2 toneladas de força e somente 1 quilo foi aproveitado para sobrepujar o grupo adversário.

 

Arrastão (nos referimos aqui ao arrastão de rede de pescador), é quando um grupo de pessoas se juntam para puxar a rede de pesca.

No Arrastão as forças são otimizadas de maneira que se dois grupos semelhantes aos citados acima, unirem suas forças elas se somarão e terão capacidade de puxar uma rede de até 2 toneladas. Aqui vale o ditado que diz “A União faz a força”

 

Vamos a um exemplo prático para melhor entendimento:

 

Na segunda guerra mundial, dois ou mais grupos opostos se digladiaram (Cabo de Guerra) um querendo anular a força do outro, e como consequência, mesmo tendo um vencedor, na prática ambos acabaram perdendo, pois obtiveram tantas mortes, dor, desperdiço de recursos, sem contar as grandes despesas que tiveram para as respectivas reconstruções, além é claro, de tantas outras consequências negativas.

Seguindo essa mesma linha de raciocínio, verifiquemos o caso do Japão e a própria Alemanha, países perdedores que tiveram de se reestruturarem, exigindo uma força tarefa do seu povo (Arrastão) para se reerguerem, e como consequência se tornarem as potências que conhecemos hoje.

 

Mas será que isso realmente também acontece com nós? Sim! E muito mais do que se imagina, tanto coletivamente, quanto individualmente. Vejamos:

 

Nas empresas que trabalhamos passamos a maior parte do tempo de nossos dias, e lá vamos nos relacionar com pessoas, chefe, subordinados, pares, com clientes e fornecedores, tanto internos como externos, com metas coletivas e individuais, e vai por ai a fora, você já parou para pensar em quais situações estamos praticando o Cabo de Guerra ou o Arrastão? E em sua vida social, com os amigos, com os que mais ou menos nos agradam? e em nossas crenças religiosas, no relacionamento com os que professam nossas crenças e com os que são de crenças diferentes?  O mesmo para as nossas convicções, políticas, esportivas dentre tantas outras. E em nossos lares com os nossos familiares, com a esposa, esposo, filhos e parentes, será que praticamos o Cabo de Guerra ou o Arrastão? Será que estamos tendo o bom senso de perceber o quanto exigimos dos outros e o quanto estamos fazendo a nossa parte?

 

Se você entendeu a presente mensagem, então está preparado para fazer a mais importante reflexão, que é sobre você mesmo(a). Pare para pensar, se autoanalise, perceba-se, e verifique o quanto de Cabo de Guerra ou de Arrastão que está praticando consigo mesmo(a), e ponha em prática a mais nobre das virtudes, a humildade, e modifique o que for necessário, e pode ter certeza que o resultado será altamente gratificante.  

 

Até a próxima e muita paz!

Tristeza, como você lida com esse sentimento?

TRISTEZA, COMO VOCÊ LIDA COM ESSE SENTIMENTO?

 

CUIDADO! A TRISTEZA INTERFERE EM SUA VIDA, TANTO PESSOAL QUANTO PROFISSIONAL.

 

por Renato Fazzolari

 

Com quem você gosta de se relacionar? Com pessoas alegres, alto astral, otimistas, que estão de bem com a vida, ou com pessoas tristes, deprimidas, negativas que te jogam para baixo? Se você não tiver tendência ao masoquismo, com certeza irá preferir as pessoas alegres. Agora, como será que você está sendo visto pelos outros? E ainda outra questão: Como são em geral, as pessoas bem-sucedidas profissionalmente, e os líderes mais bem aceitos; alegres ou tristes?

 

Devido à relevância deste sentimento, “a tristeza”, é que decidimos fazer esta “Dica”. Vamos procurar entender o mecanismo desse sentimento, que mais fácil ficará para nos proteger dele.

 

Um erro básico é generalizarmos uma série de variedade de tristezas como se fossem uma única “tristeza”, e dessa maneira fica difícil conseguirmos identificar que tipo de tristeza estamos sentindo, e sem saber a causa, não saberemos nos defender da mesma.


Diferente do que normalmente pensamos, existe um enorme número de tipos de tristeza, e quando identificamos de onde se origina, mais fácil fica combatê-la, por exemplo: Existe tristeza que se origina por alguma perda material (perdi meu relógio que era  de estimação); Tristeza por ter sido enganado por alguém (Poxa, eu confiava tanto naquela pessoa e ela me desiludiu); Tristeza por ter sido preterido por outra pessoa ( Eu sei que era muito mais competente do que “fulano”, no entanto, foi a ele que escolheram); Tristeza porque perdemos um animalzinho de estimação ou um ente querido; Tristeza por receios reais ou imaginários (Será que vou perder meu emprego?), etc.

 

Assim que identificarmos os motivos que originaram nossa tristeza, devemos ser racionais, e procurar agir sobre as causas, sem nos colocarmos como vítimas, mas procurando compreender o acontecido. Se pudermos consertar, vamos atrás da solução, se não, não adianta chorar sobre o “leite derramado”, aproveitamos para utilizar o ocorrido como experiência.


A tristeza, como qualquer outro sentimento, não é uma questão racional, ou de cultura; os sentimentos são uma questão de predisposição psíquica. Existem pessoas que têm uma tendência de ser mais tristes que outras, não percebem o quanto estão se auto prejudicando, pois fazem a vida se tornar mais amarga. No entanto, se começarem a entender que os motivos que levam à tristeza são processos naturais que todos passam e procurarem com inteligência e predisposição combatê-los, já será uma boa iniciativa.

 

Depende só de nós selecionarmos bons sentimentos, tais como: alegria, esperança, fé, amor, amizade, etc., e adotá-los como companheiros do cotidiano. Para isso, necessitamos somente determinar alguns comandos mentais internos, e nos treinar para utilizarmos os sentimentos bons e agradáveis. Sei que isso requer um pouco de força de vontade, mas funciona. Ao mudar seu padrão vibratório de negativo para positivo, você começa a atrair coisas boas para sua vida (lei da atração), e se sentirá mais confiante, seguro e feliz; será recompensado com um autocontrole que trará mais harmonia e o deixará senhor de si. Isso é bom!

 

Deixe a preguiça mental de lado, procure identificar o porquê de sua tristeza, e seja ela qual for, use de todos os seus conhecimentos e recursos psíquicos para combatê-la; coloque em prática aquilo que se chama Fé! Saiba que nosso processo de evolução passa obrigatoriamente por esse tipo de experiência, que se você quiser, e só dependerá de ti, poderá vencê-la e se tornar responsável por sua prosperidade pessoal e profissional, e a vida se tornará muito mais agradável!

 

Até a próxima e muita paz!

O Bumerangue em sua vida

 

O BUMERANGUE EM SUA VIDA

 

por Renato Fazzolari 

 

NÓS SOMOS RESPONSÁVEIS POR NOSSOS PENSAMENTOS

 

Você por certo usa controles remotos, aquele “aparelhinho” que muda os canais de TV, que abre e fecha seu automóvel, liga e controla o ar condicionado, assim como muitos outros eletrodomésticos. Você sabe que esses aparelhos obedecem a sua vontade, mas não sabe e nem vê como eles agem, não é verdade?

 

Saibam, no entanto, que para esses aparelhos funcionarem, eles utilizam de uma tecnologia obtida pela física quântica, que para explicar neste espaço que utilizamos não daria, no entanto, simplificando, são energias que a olho nu não temos capacidade para ver, porém percebemos que funciona.

 

Para facilitar o entendimento, vamos explicar de uma maneira super compacta e simples como esse princípio da física quântica funciona em relação aos nossos pensamentos. Imaginemos que nossa mente seja um controle remoto e determine ao pensamento o que deseja, e este passe à ação, ou seja: “quero um livro!”, o pensamento faz o nosso comportamento buscar os recursos para adquirir esse produto, procura na internet as lojas, verifica as melhores condições e realiza a compra, certo? E assim funciona para todos os nossos desejos.

 

Pois bem, nosso pensamento é um moto-contínuo que trabalha ao comando de nossa mente 24 horas por dia (inclusive quando dormimos), e isso vai acontecer durante toda nossa vida, e como no caso dos eletrodomésticos, iremos receber tudo, obviamente dentro de nossos limites, que conscientemente ou inconscientemente desejamos.

 

Quando falamos das coisas materiais fica fácil entender esse mecanismo, agora vamos novamente apelar para nossa imaginação e transpor o que foi explicado para o mais íntimo de nosso ser: onde se encontram nossas emoções e sentimentos, que são os nossos verdadeiros companheiros de vida, e que normalmente não nos percebemos disso. Nos sentimentos e emoções é que se encontram tristeza, ódio, raiva, ciúme, inveja, orgulho, vaidade, amor, alegria, sabedoria, compreensão, compaixão, desapego, humildade, e todos os demais sentimentos, tanto os bons quanto os maus.

 

Bem, mas o título de nosso tema é o bumerangue, e onde que ele entra nisso tudo? Primeiro, vamos entender que bumerangue é uma antiga arma e hoje um brinquedo, que após arremessado, descreve uma curva e retorna ao lançador.

 

Pois bem, o “efeito bumerangue” é o que nos acontece diuturnamente, ou seja, sempre. A lei da atração diz que os iguais se atraem e os diferentes se repelem, de maneira que dependendo do conteúdo dos nossos sentimentos, se forem bons ou maus, quando o controle remoto de nossa mente o arremessar, ele, como um bumerangue irá se harmonizar e atrair coisas semelhantes e retornar para nós, com uma carga maior do que arremessamos, e desse conteúdo é que nos alimentaremos e nos deixará felizes, infelizes, deprimidos, bem ou mal sucedidos, saudáveis, doentes, simpáticos, antipáticos, etc.

 

Percebeu a responsabilidade que você tem sobre você mesmo? E agora faça uma análise sincera de como tem sido seus pensamentos e comportamentos com sua família, na vida profissional, com os amigos, na sociedade, com todos os meios com que se relaciona. Você está feliz e em paz ou (…). De suas conclusões, saberá como tem usado seus pensamentos, e se vale a pena repensar a respeito.

 

Até a próxima e muita paz!

Cuidado! Treinamento pode ser uma fria.

CUIDADO! TREINAMENTO PODE SER UMA FRIA.

 

SERÁ QUE A EMPRESA ESTÁ PREPARADA PARA DAR TREINAMENTO? 

 

por Renato Fazzolari

 

Existem algumas circunstâncias em que se pretende fazer algo para se obter um bom resultado, porém o resultado acaba saindo exatamente ao contrário do que desejamos; “o tiro sai pela culatra”. Isto é normal acontecer em relação aos treinamentos que as empresas buscam dar a seus funcionários. Vamos explicar:

 

“LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE”. Quem já não ouviu falar deste lindo ideal da maçonaria? Quando ouvimos estas três palavras, imediatamente associamos com nobres ideais e objetivos. Mas será que isso é verdade? Se na mesma ordem das palavras apresentadas tivermos condições e predisposições de RESPONSABILIDADE, AMOR, MATURIDADE, não tenha a mínima dúvida de que  esses ideais serão muito bons e atingirão excelentes resultados. Porém, se as condições e predisposições forem de IRRESPONSABILIDADE, ÓDIO, IMATURIDADE, com certeza os resultados serão um desastre.

 

Dei o exemplo acima para elucidar um dos mais comuns equívocos que acontecem quando o assunto é treinamento, onde se subestima o planejamento, as condições e predisposições, quando o foco é pontual não se levando em conta o cenário como um todo.

 

Para ficar mais claro, vou dar apenas dois exemplos clássicos, do que acontece comumente nas empresas. Consideremos que os treinamentos são normalmente comportamentais ou técnicos. Vamos analisar ambos os casos:

 

No treinamento comportamental, digamos que a empresa deseja fazer treinamento de lideranças para os supervisores e líderes, sendo que não participarão os gerentes e os diretores.

Com o treinamento, os treinados (supervisores) irão adquirir conhecimentos de liderança, bem como, se tornarão conscientes das expectativas que os subordinados esperam de um bom líder. No entanto, como os níveis gerenciais não participaram deste mesmo treinamento, irão continuar “liderando” da mesma maneira, com as virtudes e defeitos, os supervisores (subordinados), que agora já sabem o que é ser um bom líder, e fatalmente as atitudes estarão em desacordo com o ensinado no treinamento. Como consequência, teremos aí o já conhecido dito popular “Faça o que digo e não o que faço”. Dessa maneira será inviável colocar em prática o que o treinamento se propôs, e se estabelecerá os relacionamentos desarmônicos e conflitantes, e o treinamento que era para corrigir uma situação, acaba agravando-a.

 

No treinamento técnico, digamos que se tenha um profissional de nível Júnior, que com os treinamentos se tornará um nível Sênior. Porém, se a empresa não tiver um plano de carreira compatível, e o salário do profissional continuar sendo o mesmo de quando era Júnior, as possíveis consequências (e o que é bem comum acontecer) serão: a) a desmotivação do profissional. b) o profissional, por não se sentir prestigiado na empresa acaba indo para a concorrência, a qual ficará fortalecida e se aproveitará do investimento que foi feito no profissional.

 

Estes dois exemplos simples, servem para elucidar o quanto pode haver de imaturidades organizacionais e profissionais, na condução dos programas de treinamento. Mostra também o quanto é importante um planejamento sério para se obter retorno positivo nas ações de treinamento, sem correr o risco de se autoenganar, praticando um erro com a certeza de se estar fazendo a coisa certa.

 

Nossa opinião é que treinamento é vital para uma empresa se modernizar, se atualizar, se tornar mais competitiva, enfim, acompanhar as exigências do mercado, no entanto, sugerimos que antes de fazer um programa de treinamento, observe se todas as condições que precedem ao treinamento estão sendo observadas, para não correr o risco de colher resultados contrários ao esperado.

 

Até a próxima e muita paz!

Aprendendo com o Futebol

EM QUE O FUTEBOL PODE AJUDAR NA ESTRUTURAÇÃO ORGANIZACIONAL?

por Renato Fazzolari

Desde criança, aprendi a gostar muito de futebol, e não só praticava, pois era uma das poucas opções de esporte na época, como desde então, tenho acompanhado as evoluções que ocorreram.

Como praticante não fui dos melhores, pois não tinha grande talento, porém me diverti muito e creio que valeu a pena. No entanto, acompanhando a evolução do futebol e associando à minha carreira profissional, aprendi muito, e inclusive apliquei com sucesso nas consultorias que prestei nas empresas clientes. Vou explicar como isso se deu:

Quando inventaram o futebol, o esquema que os times adotavam era 1 goleiro, 2 zagueiros (um no lado direito e outro no esquerdo), 3 zagueiros centrais e 5 atacantes, então o time se compunha da seguinte formação: 1, 2, 3 e 5 = 11 jogadores.

Com a evolução do futebol, os técnicos procuraram criar estratégias, de maneira a otimizarem os recursos dos jogadores (profissionais) de suas equipes, a se destacarem sobre os adversários (concorrentes). Como exemplo, temos a Seleção do Brasil do Tri em 1970, que adotou o esquema 1, 4, 2, 4, ou seja: 1 goleiro, 4 zagueiros (defensores) 2 meio campistas e 4 atacantes. Com essa estratégia e os talentos dos jogadores de então, o Brasil ganhou a Copa do Mundo.

Para quem não está familiarizado com essa “linguagem futebolística”, basta entender que, o que ocorreu foi uma estratégia inteligente que otimizou o talento dos jogadores (profissionais) às condições existentes, tornando o time mais eficiente que os adversários (concorrentes).

Mas a vida continuou, e logo os adversários (concorrentes), perceberam que se quisessem ser competitivos, teriam que encarar a realidade e criar estratégias mais inteligentes. Daí surgiu esquemas do tipo: 1,5,2,3 – 1,4,5,1 e até novas filosofias de jogar, tais quais o Carrossel Holandês, a famosa “Laranja Mecânica” em que todos jogavam em todas as posições, ou mesmo o mais recente e bem sucedido “Tiki-taka” espanhol, e assim por diante. Mas o que é importante saber é que a evolução cria desafios e para suplantá-los, exige que se tenha criatividade e ousadia.

Isto que estamos expondo, mostra que os acomodados vão ficando para trás, dando lugar aos mais competentes. Isso tem nome e se chama “SELEÇÃO NATURAL”, que a vida é mestre em colocar em prática.

Agora que você se tornou um expert em futebol, vamos expor o analogismo do Futebol com as Estruturas Organizacionais e Comportamentais das empresas.

Informática, Internet, Google, cursos de formação e especialização de profissionais, MBAs, explosão demográfica, consumismo, novas tecnologias, mudanças na economia, novas culturas e necessidades, globalização etc. Todas essas coisas, juntamente com muitas e muitas outras, que estão acontecendo nos últimos tempos, e de maneira muito acelerada, têm exigido das empresas muita criatividade para se manterem e suplantar seus concorrentes. A boa notícia é que juntamente com as dificuldades, também têm surgido grandes oportunidades para serem exploradas.

No entanto, o que se tem observado, é que apesar das evidências, e a exemplo do que ocorre com o futebol, onde os mais aptos e criativos obtém sucesso, e os mais acomodados o insucesso, muitas empresas insistem em continuar conservadoras, e muito lerdas para se modernizarem e se adequarem às exigências dos novos tempos.

Para sintetizarmos o que queremos dizer, e darmos a “DICA” de hoje, sugerimos que analise se a sua estrutura organizacional está adequada. Dê uma rápida observada em seus respectivos organogramas; será que como no futebol, você mantém o tradicional esquema, 1, 2, 3, 5 (ultrapassado), ou será que através dos tempos tentou um esquema mais inteligente e dinâmico, que lhe trouxe e traz mais eficiência e otimização na organização? Treinou ou treina seus profissionais para se adaptarem aos novos desafios e oportunidades que o mercado apresenta? A Estrutura Organizacional e Comportamental de sua empresa ou de seu departamento, tem se atualizado proporcionalmente aos desafios que a modernidade vai apresentando? Ou será que você se auto engana e “tapa o sol com a peneira”, colocando remendos novos em roupas velhas?

Pare para pensar, saia do comodismo, ouse enquanto é tempo; sua atitude fatalmente irá fazer a diferença, e será responsável pelos resultados que vier a obter.

De DP a RH: A Evolução do Setor e o Que Esperar do Futuro

por Renato Fazzolari

Antes e durante os anos de 1950, o cenário nacional era ainda muito provinciano, existiam poucas Indústrias de porte, as empresas em geral eram familiares e administravam de maneira primitiva e intuitiva. Para essas condições, o DP (Departamento do Pessoal) cuidava da Folha de Pagamento e das obrigações trabalhistas, e como era o departamento do PESSOAL, respondia também de maneira bem caseira às demais demandas que se referiam às pessoas, cuidavam de salários, aspectos de assistencialismo, disciplina etc.

A partir dos anos 1960, o país começou a se industrializar, principalmente pela vinda de muitas empresas internacionais, as quais trouxeram uma cultura mais profissionalizada, e menos familiar. O DP deles tinha um outro apelido, se chamava RI, ou seja, Relações Industriais, que foi o sucessor do DP e precursor do RH.

O RI já era bem mais estruturado, tinha os setores definidos de: Recrutamento e Seleção, Cargos Salários e Benefícios, Serviço Social, e como havia escassez de profissionais, introduziram o setor de Treinamento, e o nosso velho DP deixou seu protagonismo e passou a ser mais um integrante do jovem RI.

Para se ter uma ideia bem compacta de como as empresas procuravam atrair os profissionais, nos anúncios de emprego, realçavam que a empresa oferecia: restaurante, condução, assistência médica, seguro de vida, que era um grande diferencial positivo. Este é um ponto muito importante, que chamo a atenção, pois com a evolução do tempo, esses fatores continuam sendo um fator diferencial, só que negativo, para as empresas que nem isso oferecem.

Mas a denominação RI, dava a conotação de ser um departamento que só atendia a indústria, o que não correspondia com a realidade. E o restante da empresa? Também não era beneficiada por esses serviços? E também perceberam que a empresa não tinha como funcionar se não tivesse a força humana a trabalhar, daí que surgiu o título de RH (Recursos Humanos) que adotamos atualmente.

Mas, com essa resumida história, o que queremos demonstrar, é que não houve somente a mudança de nomenclatura de DP a RH, o que aconteceu foi uma significativa mudança de realidade, tudo evoluiu, os grandes desafios e conquistas da área aconteceram muito significativamente, o título RH (RECURSOS HUMANOS) teve de enfrentar fortes desafios em seu percurso, e vencê-los para se afirmar como um órgão vital para as organizações.

O que se percebe claramente é que neste curto espaço de tempo, dos anos 60 aos anos atuais, o progresso forçou fortes e contínuas mudanças na realidade do país, e exigiu muita inteligência, e coragem e profissionalização para o RH se adaptar a essas exigências, e o que fica mais claro ainda é que essas mudanças continuarão ainda mais agressivas e rápidas.

Dentro deste contexto, as perguntas que necessitam de respostas objetivas, são: Será que os profissionais da área, e os empresários se aperceberam que a única constância que a área de RH tem enfrentado em toda a sua caminhada foram as mudanças? Se já se despertaram que após a última grande mudança, que foi a pandemia, a próxima grande mudança que apenas está começando é a IA (Inteligência Artificial)? E tomaram ciência do crescimento e importância que o RH terá de assumir nesse novo cenário? E ainda, como, e o que os profissionais da área estão fazendo para enfrentar essa nova realidade?

Sem Preconceito, Deixe Aflorar a Sabedoria

No agronegócio, decisões estratégicas nem sempre mostram seus impactos no curto prazo — mas quase sempre refletem na qualidade da liderança escolhida.

por Renato Fazzolari

Este artigo propõe uma reflexão importante sobre experiência, preconceito e o valor de profissionais que carregam conhecimento prático acumulado ao longo dos anos.

Pondere uma área agrícola mal planejada, com variedades inadequadas, descuido com os tratos culturais e com uma má logística no transporte, entre outras deficiências. Imaginou? Imagine também uma área industrial com processos ineficientes, sem inovação tecnológica, manutenção precária, péssimo preparo na entressafra e outros desmazelos. Imaginou?

Quem conhece Usina sabe que em se tratando de cargos chaves, os resultados dos trabalhos incompetentes não são mensurados de imediato, pois demandam algumas safras para serem constatados, porém, quando as consequências aparecerem os prejuízos poderão ser de arrepiar!

Para evitar essa situação, que tal contratar um profissional com vivência e sucesso comprovado no ramo? Que saiba das manhas, características, atalhos e emboscadas que são próprios do segmento sucroenergético? Que possa minimizar os riscos e propiciar estratégias e ações que conduzam aos bons resultados? Que se envolve com as conquistas tecnológicas e aprendeu a se motivar com os frequentes desafios? Que com conhecimento de causa soluciona os problemas imediatos e tem visão e competência para adotar estratégias futuras? E que, além disso tudo se tornou um mestre para formar jovens promissores a se tornarem os gestores do futuro.

Aposto que já descobriu de quem estamos falando. Ainda não? Mas com certeza gostaria de ter esse tipo de profissional em sua Usina!

Pois é fácil, basta deixar de discriminá-lo, reconhecê-lo pelo valor que realmente tem e prestigiá-lo ao invés de excluí-lo.

Ainda está em dúvida de sobre quem estamos falando? Pois bem, vamos revelá-lo, ou melhor, revelá-los, pois são muitos.

São os “cabeças brancas”, os que conseguiram fazer com que nos tornássemos o país de maior tecnologia e eficiência no segmento sucroenergético, e para os quais prestamos nossa reverência e gratidão.

Pense nessa alternativa na hora de contratar!

Reconhecer experiência não é olhar para o passado.

É tomar decisões mais seguras para o futuro.

Agilidade não é apenas velocidade. É capacidade de decisão e eficiência operacional.

O QUE ATROFIA A AGILIDADE E EFICIÊNCIA NAS EMPRESAS?

COMO FAZER PARA A EMPRESA SER MAIS ÁGIL E EFICIENTE?

por Renato Fazzolari

 

A agilidade é hoje um fator determinante para a competitividade das empresas. Outros fatores importam, mas sem eficiência operacional, o crescimento não se sustenta.

O principal inimigo? Os gargalos.

São processos que travam o fluxo da operação: falhas de comunicação, problemas técnicos, decisões centralizadas ou atrasos internos.

Isoladamente parecem pequenos, mas juntos tornam a empresa lenta e menos competitiva.

A solução, no entanto, não é complexa.

As empresas possuem um grande potencial humano, muitas vezes subutilizado. Profissionais capazes de identificar problemas e propor melhorias.

O ponto é desenvolver esse potencial.

Todos dentro da empresa são, ao mesmo tempo, fornecedores e clientes internos. E quem está na operação conhece, na prática, onde estão os problemas.

Ao envolver essas pessoas na identificação e solução dos gargalos, cria-se uma dinâmica mais ágil e eficiente.

Isso gera mais autonomia, participação e velocidade nos processos.

Além disso, reduz a sobrecarga da liderança, que passa a focar em decisões mais estratégicas.

Com organização e direcionamento, é possível aumentar a eficiência sem aumentar custos.

Eficiência não é sorte. É gestão.

A Arte de Ser Liderado

Em um ambiente onde liderança é constantemente associada ao sucesso, pouco se fala sobre um ponto essencial: saber ser liderado.

PARA VOCÊ SER UM LÍDER, SABIA QUE É IMPORTANTE APRENDER A SER LIDERADO?

por Renato Fazzolari

 

Existe uma grande quantidade de conteúdos sobre como ser líder. Cursos, palestras e cobranças reforçam essa posição como símbolo de sucesso. Já o papel de liderado muitas vezes é visto como inferior.

Mas será que isso é verdade?

Para chegar a qualquer posição de liderança, ser liderado é um estágio obrigatório. E mais: todos, sem exceção, continuam sendo liderados em algum nível.

Em uma empresa, o profissional responde ao supervisor, que responde ao gerente, que responde à direção. E mesmo no topo, existem lideranças externas: clientes, leis e mercado.

Ou seja, todos somos liderados.

O sucesso não exige, obrigatoriamente, ser o “comandante máximo”. Essa posição pode ser uma meta, mas não deve ser uma obsessão.

Na prática, vemos inúmeros exemplos de profissionais que se destacaram sem ocupar o topo da hierarquia.

O ponto central é outro.

O verdadeiro diferencial está em assumir a liderança de si mesmo. Ter consciência, responsabilidade e direção sobre a própria trajetória.

O sucesso, nesse caso, torna-se consequência.

Refletir sobre liderança também é entender o valor de cada etapa do processo.

AGRHO
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